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Estudo revela linguagem elétrica dos cogumelos e revoluciona o entendimento das florestas

Ciência

Você já parou para pensar que as árvores podem “conversar” graças a um intermediário invisível? A ideia de comunicação subterrânea soa quase ficção científica, porém é exatamente o que um estudo publicado na Royal Society Open Science demonstrou ao analisar quatro espécies de fungos. Essas pesquisas escancararam algo intrigante: pulsos elétricos percorrem o micélio – uma imensa rede de hifas – formando “palavras” biológicas que coordenam a vida em todo o ecossistema.

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Escolher acreditar ou não nessas descobertas parece simples, mas entender como essa linguagem funciona é um desafio. Muitos leitores focam apenas na parte “espetacular” da notícia e deixam de lado detalhes técnicos essenciais sobre o micélio, sua estrutura e a maneira como diferentes espécies produzem picos elétricos com finalidades distintas. Esse descuido gera interpretações precipitadas, principalmente quando o tema entra em debates sobre sustentabilidade, agricultura e até bioinspiração tecnológica.

Neste artigo, você vai descobrir os fundamentos da comunicação elétrica dos fungos, exemplos práticos de como essa rede subterrânea atua no dia a dia de florestas e plantações, comparativos entre as espécies estudadas e dicas para evitar equívocos comuns ao interpretar essas informações. No final, você terá informações suficientes para analisar a relevância do micélio sem erro, seja para pesquisa, agricultura de precisão ou simples curiosidade sobre os processos que mantêm a natureza conectada.

O que você precisa saber sobre a comunicação elétrica dos fungos

Características da comunicação elétrica

Segundo dados dos pesquisadores, o micélio funciona como um “sistema nervoso” vegetal distribuído no solo. Essa estrutura composta por hifas finíssimas transporta picos elétricos que podem atingir partes distantes do fungo em poucos instantes. A amplitude e a frequência desses sinais não são aleatórias; elas se agrupam em padrões que lembram palavras, formando um vocabulário de até 50 “termos” em algumas espécies. Esse vocabulário serve para informar sobre água, nutrientes, riscos e até sincronizar o crescimento de colônias que se espalham pela floresta.

Por que escolher entender esse fenômeno?

Compreender a linguagem elétrica dos fungos traz benefícios não óbvios. Agricultores podem adotar práticas de manejo que respeitem a integridade do micélio, potencializando a saúde do solo. Pesquisadores de biomimética analisam a rede fúngica para desenvolver algoritmos de roteamento inspirados na natureza. Já gestores ambientais enxergam nesse mecanismo um “termômetro” de equilíbrio ecológico: mudanças na frequência ou na intensidade dos pulsos podem indicar estresse hídrico ou presença de poluentes antes que plantas mostrem sinais visíveis de dano.

Os “materiais” mais comuns

Embora não sejam materiais de fabricação tradicional, três elementos estruturais formam a base dessa rede. Primeiro, as hifas, filamentos microscópicos que conduzem os sinais. Segundo, o substrato (solo, madeira ou matéria orgânica) que fornece nutrientes e “pista” para o sinal elétrico viajar. Por fim, as enzimas extracelulares, essenciais para decompor matéria e liberar íons – fundamental para a condução do impulso. A eficiência da comunicação depende diretamente da densidade das hifas, da composição química do solo e da temperatura ambiente. Qualquer variação nesses fatores altera a velocidade e a clareza dos “recados” transmitidos.

Prós e Contras

PrósContras
Integração natural que conecta diversas plantas, otimizando distribuição de nutrientes.Dificuldade técnica em monitorar sinais sem equipamentos específicos.
Funciona como “rede de alerta” contra pragas e mudanças ambientais.Variabilidade entre espécies torna a decodificação universal complexa.
Inspira soluções de computação distribuída e redes de sensores.Pulso elétrico é sensível a temperatura, umidade e pH do solo.
Contribui para solos mais saudáveis e ciclos de carbono equilibrados.Destruição do micélio por pesticidas ou arados interrompe a rede.

Para quem é recomendado o entendimento deste fenômeno

O estudo interessa a três grandes públicos: pesquisadores em ciências biológicas que buscam novas fronteiras sobre fisiologia fúngica; produtores rurais inclinados à agricultura regenerativa, que podem usar o micélio como aliado no manejo de nutrientes; e curiosos por inovação que veem na comunicação elétrica dos fungos um modelo para tecnologias de rede descentralizada. Em comum, todos ganham insights sobre resiliência ecológica e estratégias de colaboração que a natureza já domina há milhões de anos.

Tabela comparativa entre as espécies estudadas

EspéciePerfil de ComunicaçãoPrincipais Finalidades do PulsoVocabulário Estimado
Schizophyllum communePadrões elétricos mais complexos e variadosAjuste fino de crescimento e defesa~50 “palavras”
Flammulina velutipesÊnfase em expansão territorial e busca de madeiraExploração de novos substratos~35 “palavras”
Cordyceps militarisPulsos curtos voltados para coordenação nutricionalDirecionamento de recursos energéticos~25 “palavras”
Espécie não divulgada*Menor frequência, porém alta intensidadeDetecção de água e resposta a estresse~20 “palavras”

*O artigo se refere a uma quarta espécie sem detalhá-la completamente.

Comunicação elétrica no dia a dia

Tipos de pulsos e suas funcionalidades

Avaliações indicam três grandes categorias de sinais: pulsos de exploração (detectam nutrientes), pulsos de alerta (reagem a insetos ou pragas) e pulsos de coordenação (sincronizam crescimento). Cada categoria apresenta duração e intervalo próprios. Por exemplo, Flammulina velutipes emite sequências mais longas quando encontra madeira em decomposição, enquanto Cordyceps militaris opta por pulsos curtos para distribuir energia na colônia.

Compatibilidade com diferentes ambientes

Testes laboratoriais mostram que a eficiência dos sinais varia de acordo com umidade e pH do solo. Solos mais ácidos podem atenuar a amplitude do pulso; já ambientes ricos em matéria orgânica favorecem a propagação. Em troncos de madeira, o sinal percorre fibras por caminhos menos diretos, mas com menor perda elétrica. O fator chave é manter continuação de hifas sem barreiras físicas ou químicas.

Manutenção e cuidados essenciais

Para prolongar a integridade dessa “infraestrutura biológica”, três cuidados se destacam: evitar pesticidas de largo espectro que degradem as hifas, manter cobertura orgânica no solo para preservar umidade e limitar o revolvimento profundo do terreno. Boa prática adicional é monitorar temperatura do solo, visto que extremos térmicos reduzem a frequência dos pulsos, impactando a troca de informações.

Exemplos Práticos de comunicação elétrica

Áreas agrícolas que se beneficiam

Em sistemas de agrofloresta, produtores observam melhor disposição de nutrientes quando micélios estão intactos. Plantações de cacau, café sombreado e pomares diversificados são cenários em que a rede fúngica avisa sobre estresse hídrico, permitindo ajuste na irrigação antes que folhas murchem.

Casos de sucesso: florestas manejadas

Programas de reflorestamento na faixa amazônica relatam aumento na sobrevivência de mudas ao preservar troncos caídos, fonte de substrato para Flammulina velutipes. Em reservas temperadas, estudos de longo prazo apontam que Schizophyllum commune ajuda na ciclagem de nutrientes, reduzindo necessidade de fertilização externa.

Depoimentos de pesquisadores e agricultores

“Depois que começamos a monitorar a condutividade elétrica do solo, ajustamos o uso de adubo em 20% sem perda de produtividade”, afirma Elisa Gonçalves, engenheira agrônoma. Já o micologista Carlos Mota reforça: “Os padrões identificados em Schizophyllum abrem caminho para sensores biológicos de baixo custo”. Por fim, a produtora rural Ana Souza destaca: “Percebi menos ataques de pragas quando deixei cobertura morta intacta, e os fungos fizeram o resto”.

FAQ

1. O que é micélio?
Conjunto de hifas que forma a “raiz” oculta dos fungos. É nele que se propagam os sinais elétricos analisados no estudo.

2. Como os pesquisadores mediram esses pulsos?
Eletrodos de microescala foram inseridos no substrato ao redor das colônias. A partir daí, softwares decodificaram frequência, duração e padrão dos picos elétricos.

3. Toda espécie de fungo se comunica dessa forma?
Embora a maioria produza algum tipo de sinal, a intensidade e o vocabulário variam. O estudo mostrou que cada espécie possui “dialetos” particulares.

4. Há risco de essa rede ser danificada por práticas agrícolas convencionais?
Sim. Aragem profunda, pesticidas de amplo espectro e remoção excessiva de resíduos orgânicos interrompem hifas e reduzem a eficiência da comunicação.

5. Posso utilizar essa informação em horticultura doméstica?
Manter cobertura orgânica e evitar químicos agressivos já beneficia o micélio em hortas caseiras, resultando em solo mais fértil e plantas mais saudáveis.

6. Esses sinais influenciam apenas fungos ou também plantas?
A rede fúngica transporta nutrientes e sinais químicos que chegam às raízes das plantas, impactando crescimento e resistência a pragas. Portanto, a comunicação beneficia todo o ecossistema.

Melhores Práticas de preservação do micélio

Como organizar a área de plantio

Distribua matéria orgânica (folhas secas, serrapilheira) entre linhas de cultivo para criar “corredores” de micélio. Evite compactação excessiva do solo, utilizando passagens fixas para tráfego de máquinas ou pessoas.

Dicas para prolongar a atividade elétrica

Mantenha umidade constante por meio de irrigação por gotejamento e sombreadores naturais. Introduza troncos em decomposição, fonte de substrato para espécies lignícolas como Flammulina. Use adubos orgânicos ricos em carbono para nutrir hifas.

Erros comuns a evitar

1) Aplicar fungicidas sistêmicos sem necessidade; 2) Queimar restos de poda, destruindo matéria-prima para micélios; 3) Revolver o solo até camadas profundas, rompendo as hifas; 4) Subestimar a importância da diversidade vegetal, que sustenta o intercâmbio de nutrientes pela rede.

Curiosidade

O padrão de comunicação do Schizophyllum commune chamou atenção de cientistas de computação: seu “vocabulário” elétrico é comparável, em complexidade, ao de roteadores da internet caseira. Esse paralelismo está inspirando estudos de redes descentralizadas capazes de autorrecuperação após falhas.

Dica Bônus

Plante espécies de cobertura com raízes finas, como aveia preta ou ervilhaca, entre ciclos de cultivo. Elas não apenas protegem o solo como criam caminhos extras para a expansão do micélio, intensificando a troca de nutrientes e a transmissão de sinais elétricos.

Conclusão

A comunicação elétrica dos fungos transforma nossa visão sobre interações subterrâneas, unindo ecologia e tecnologia em uma só narrativa. O micélio atua como rede de dados natural, ajustando crescimento de plantas, compartilhando recursos e sinalizando riscos. Preservar essa infraestrutura exige práticas de manejo consciente, mas os benefícios – da produtividade agrícola à biomimética – compensam qualquer esforço. Explore mais estudos, adote técnicas de solo vivo e veja como essa teia invisível pode impulsionar ecossistemas inteiros.

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