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Viasat e Space42 selam parceria com e& para levar conexão via satélite direto ao celular

Ciência

A Equatys, joint venture criada por Viasat (Estados Unidos) e Space42 (Emirados Árabes Unidos), firmou um Memorando de Entendimento com a operadora e&, maior grupo de telecomunicações dos Emirados, para desenvolver um serviço de conexão direta ao dispositivo (D2D) via satélite no prazo de três anos. O acordo coloca a parceria em posição de disputar um mercado em rápida expansão, dominado hoje pela Starlink, da SpaceX, e pela AST SpaceMobile.

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Quatro frentes de trabalho definirão o projeto

Segundo o comunicado divulgado em 14 de outubro, Equatys e e& vão cooperar em quatro áreas:

  • Integração técnica: alinhamento das redes terrestre e satelital para que o aparelho do usuário transite de forma transparente entre antenas convencionais e o sinal espacial, adotando padrões NTN (Non-Terrestrial Network).
  • Regulamentação e segurança: coordenação de licenças, alocação de espectro e proteção de dados para atender normas locais e internacionais.
  • P&D e testes: criação de laboratórios de inovação e pilotos de campo que validem a interoperabilidade com redes 4G e 5G já instaladas.
  • Expansão estratégica: definição de um roteiro de produtos e avaliação de investimentos nos 38 mercados onde a e& opera, cobrindo Oriente Médio, África, Ásia e Leste Europeu.

A Equatys dispõe de mais de 100 MHz de espectro móvel por satélite harmonizado e já licenciado em mais de 160 países. O modelo multi-tenant, comparado a torres de celular compartilhadas, pretende diluir custos de infraestrutura espacial entre diferentes operadoras.

Crescente disputa pelo espectro MSS

O avanço da Equatys ocorre em meio a uma corrida pelo espectro MSS (Mobile Satellite Services). Nas últimas semanas, a SpaceX chegou a um acordo de US$ 17 bilhões para comprar cerca de 50 MHz de frequências e licenças da EchoStar, reduzindo sua dependência de faixas cedidas por parceiros móveis e reforçando a oferta de mensagens e dados em países como Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia.

Outro competidor, a texana AST SpaceMobile, já conta com cinco satélites em órbita e mais de 50 alianças com operadoras, entre elas AT&T e Verizon. A empresa ainda necessita de dezenas de satélites adicionais e da aprovação regulatória para ofertar cobertura contínua de banda larga.

Executivos da Equatys posicionam o projeto como alternativa “favorável à soberania” porque aproveita atribuições nacionais de espectro, oferecendo aos governos maior controle sobre conformidade e licenciamento. Especialistas observam que, ao contornar acordos globais de compartilhamento, a iniciativa pode acelerar a adoção em regiões sensíveis a questões de autonomia digital.

Potenciais impactos para consumidores e operadoras

De acordo com analistas de mercado, o modelo D2D promete levar conectividade a áreas onde a infraestrutura terrestre é inexistente ou economicamente inviável. Na prática, o usuário não precisaria trocar de aparelho: bastaria um smartphone compatível com especificações NTN, recurso que fabricantes como Qualcomm e MediaTek já integram em chipsets 5G de última geração.

Para as operadoras, a oferta satelital representa oportunidade de ampliar cobertura sem erguer novas torres, bem como de monetizar planos diferenciados para serviços emergenciais, Internet das Coisas e transporte autônomo. Relatórios indicam que, até 2030, a receita global do segmento pode superar US$ 60 bilhões, com crescimento médio anual acima de 20 %, impulsionado por parcerias entre players de telecom e corporações aeroespaciais.

Próximos passos e desafios regulatórios

O cronograma divulgado pelas empresas prevê a realização de testes de rede já em 2024, começando pelos Emirados Árabes Unidos. A etapa seguinte envolve pilotos em áreas rurais de mercados africanos atendidos pela e&, onde a densidade populacional e a falta de fibra óptica criam demanda imediata. Para alcançar a meta de serviço comercial em até três anos, a Equatys deverá:

  • Manufacturar e lançar dezenas de satélites de órbita baixa com capacidade para voz, dados e mensagens de emergência.
  • Obter autorização de agências de telecomunicações em múltiplos países, harmonizando uso de espectro com redes terrestres existentes.
  • Desenvolver políticas de roaming que garantam continuidade de serviço entre bandas de frequência distintas.

Autoridades regulatórias costumam exigir garantias de não interferência e comprovação de segurança cibernética. Caso essas barreiras sejam superadas, analistas consideram que a infraestrutura pode contribuir para metas de inclusão digital e para programas de cidades inteligentes, temas prioritários no Oriente Médio.

Impacto para o leitor: a evolução dos serviços D2D pode significar, em poucos anos, sinal de internet e telefonia disponível em qualquer ponto do mapa, inclusive em rodovias, áreas de preservação e alto-mar. Isso tende a mudar a forma como usuários acessam aplicativos de navegação, streaming e segurança pessoal, além de abrir novas frentes de negócio para desenvolvedores de hardware e software.

Para acompanhar outras inovações que prometem transformar a conectividade global, confira a cobertura completa em Tecnologia do Remanso Notícias.

Curiosidade

Você sabia que o conceito de “torre espacial compartilhada” se inspira no modelo implantado na Índia na década de 2000, quando operadoras dividiram antenas terrestres para reduzir custos e acelerar a expansão do 3G? A Equatys pretende aplicar lógica semelhante fora da atmosfera, permitindo que múltiplas empresas utilizem a mesma constelação de satélites para oferecer serviços concorrentes.

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