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Xiaomi alerta: preços de smartphones devem subir em 2025 com alta dos chips de memória

Tecnologia

A Xiaomi informou que os consumidores podem se preparar para um aumento nos preços dos smartphones a partir de 2025. O aviso foi dado pelo presidente da companhia, Lu Weibing, durante teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre. Segundo o executivo, a escalada nos custos dos chips de memória, provocada pela maior demanda de data centers focados em inteligência artificial (IA), deve pressionar toda a cadeia de produção e, consequentemente, o valor final dos aparelhos.

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Escassez de chips pressiona fornecedores

O mercado global de semicondutores vive um novo ciclo de escassez. Fabricantes como Samsung e SK Hynix vêm realocando parte de sua capacidade para memória de alta largura de banda (HBM), componente essencial em servidores de IA. Esse redirecionamento reduziu a oferta de chips tradicionais usados em smartphones e outros eletrônicos de consumo.

De acordo com analistas setoriais, o movimento tem dois efeitos imediatos: encarece o chip do telefone e alonga prazos de entrega. “A capacidade fabril não consegue atender simultaneamente à explosão de pedidos de HBM e à demanda constante por memória convencional. O desequilíbrio puxa os preços para cima”, explicam especialistas de consultorias de mercado.

Mesmo com contratos de longo prazo, a Xiaomi reconhece que o aumento dos custos já começou a aparecer nos balanços. Lu Weibing afirmou que, embora a empresa tente absorver parte da pressão, “os repasses ao varejo serão inevitáveis”. O executivo ressaltou que elevações tarifárias isoladas não bastarão para compensar totalmente as despesas adicionais, sinalizando margens mais apertadas em 2025.

Resultados financeiros e estratégia da Xiaomi

No trimestre encerrado em setembro, a Xiaomi registrou receita de 113,1 bilhões de iuanes, crescimento de 22,3% em relação ao mesmo período de 2023, mas abaixo da média de projeções de analistas, que era de 116,5 bilhões de iuanes. A companhia vendeu 43,3 milhões de smartphones no mundo, avanço modesto de 0,5% ano a ano, mantendo a terceira colocação global com 13,6% de participação, segundo dados da Omdia citados no relatório financeiro.

Além de celulares, a empresa aposta em carros elétricos, casa inteligente e dispositivos conectados para diversificar receitas. Segundo o balanço, os novos negócios ligados a mobilidade elétrica e IA tiveram contribuição crescente para o faturamento do grupo. Apesar disso, o segmento de smartphones continua sendo o principal gerador de receita e sensível às oscilações de preço de componentes.

As ações da Xiaomi, listadas em Hong Kong, encerraram o pregão seguinte ao anúncio em queda de 2,81%. Ainda assim, acumulam alta de 18,2% no ano. Analistas afirmam que o mercado reagiu à perspectiva de margens mais pressionadas e à sinalização de preços mais elevados para o consumidor final.

Impacto na concorrência e no consumidor

A tendência de encarecimento não afeta apenas a Xiaomi. Outras fabricantes, como Samsung, Oppo e Vivo, também enfrentam aumento de custos de semicondutores. Conforme relatórios da indústria, as empresas começaram a negociar ajustes de preços com varejistas e operadoras de telefonia, o que indica repasse ao mercado nos próximos ciclos de lançamento.

Para minimizar o impacto, as fabricantes podem adotar medidas como redução de componentes premium, otimização de estoques e maior uso de memória de geração anterior, quando disponível. No entanto, especialistas apontam que tais estratégias têm limite e podem afetar desempenho, autonomia e recursos avançados dos aparelhos.

Organizações de defesa do consumidor recomendam que compradores em potencial avaliem o momento da aquisição. Caso a compra não seja urgente, adiar a troca pode permitir encontrar promoções em modelos de 2024 antes que os reajustes se consolidem. Por outro lado, quem precisa de um telefone imediatamente deve comparar especificações e ficar atento a eventuais cortes de funcionalidades para manter o preço competitivo.

Possíveis cenários para 2025

Relatórios indicam que a curva de preços dos chips de memória deve continuar ascendente até que novas fábricas entrem em operação ou a demanda por HBM se estabilize. No curto prazo, a implementação de IA generativa em grande escala exige mais capacidade de processamento nos data centers, o que estimula a busca por componentes de alta performance.

A expansão de instalações de semicondutores, por sua vez, requer investimentos bilionários e leva anos para atingir produção plena. Enquanto isso, as fabricantes de smartphones terão de equilibrar custo, inovação e preço final. Segundo especialistas ouvidos pelo mercado, um cenário de alta moderada seria o mais provável, mas não se descarta variação significativa caso ocorram novos gargalos logísticos ou sanções comerciais.

Análise para o leitor: Se confirmada a elevação de preços em 2025, usuários que planejam trocar de smartphone podem se antecipar às compras, buscar modelos de gerações anteriores ou considerar marcas que ofereçam bom ciclo de atualizações de software. Para o mercado, a pressão sobre as margens pode acelerar fusões, reestruturações e investimentos em tecnologias alternativas de armazenamento.

Curiosidade

Você sabia que a primeira memória de semicondutor para computadores, o chip SRAM, foi desenvolvida em 1963? Hoje, o componente evoluiu a ponto de permitir velocidades dezenas de milhares de vezes superiores, viabilizando aplicações de IA em tempo real. A corrida atual por HBM mostra como a demanda tecnológica redefine a produção de chips e acaba impactando itens tão cotidianos quanto o smartphone no seu bolso.

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