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Tripulação da ISS mantém pesquisas apesar de shutdown nos EUA

Tecnologia

A Estação Espacial Internacional (ISS) atravessou a primeira semana do novo ano fiscal norte-americano com atividades científicas e de manutenção em pleno ritmo, mesmo depois do início da paralisação parcial do governo dos Estados Unidos em 29 de setembro de 2025. A bordo, os sete integrantes da Expedição 73 deram continuidade a experimentos voltados à habitabilidade no espaço, à física de fluidos e ao desenvolvimento de tecnologias para missões de longa duração.

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Rotina de pesquisas continua com um portfólio diversificado

Entre 29 de setembro e 3 de outubro, três investigações concentraram parte dos esforços da tripulação. O astronauta da NASA Jonny Kim colocou em operação o State-of-the-art Humidity Removal in Microgravity Payload (SHRIMP), dispositivo desenhado para retirar umidade do ar da cabine e reaproveitar a água, recurso vital em missões distantes da Terra. Segundo especialistas em sistemas de suporte à vida, o reuso eficiente de fluidos tende a reduzir a massa de suprimentos enviada em foguetes, diminuindo custos e riscos.

Outro foco foi o Heat Transfer Host 2. Instalado pelo também norte-americano Mike Fincke, o experimento observa o momento em que o vapor se condensa e volta ao estado líquido em microgravidade. Dados oficiais apontam que compreender esse processo é crucial para projetar radiadores e trocadores de calor de naves que viajarão além da órbita baixa, incluindo potenciais voos a Marte.

Já a astronauta Zena Cardman atualizou cartuchos de amostras no Advanced Space Experiment Processor-4 (ASEP-4), pesquisa que analisa a fabricação de medicamentos em ambiente de gravidade quase nula. Relatórios indicam que cristais produzidos no espaço podem apresentar pureza superior à obtida em laboratórios terrestres, favorecendo a indústria farmacêutica.

Manutenção garante operacionalidade do laboratório orbital

Além dos estudos científicos, a Expedição 73 dedicou tempo a tarefas que mantêm a ISS em condições de habitação. Na cabine europeia Fluid Science Laboratory, Fincke e Kim trocaram cabos, acoplaram componentes e instalaram amostras de espuma para examinar o comportamento de fluidos. Essas informações alimentam modelos que descrevem fenômenos como coalescência de bolhas e formação de espumas em ausência de peso.

Para lidar com o lixo espacial, Fincke posicionou no airlock Bishop o TransAstra Fly Trap Capture Bag Demo, uma bolsa que será testada quanto à capacidade de abrir, fechar e permanecer estanque no vácuo. Se o protótipo se provar viável, a tecnologia poderá ser adaptada a satélites robóticos destinados a recolher detritos que representam risco a órbitas comerciais e científicas.

Já o astronauta japonês Kimiya Yui configurou cabos e substituiu peças no Electrostatic Levitation Furnace. O forno utiliza feixes de laser para aquecer materiais acima de 2 000 °C sem contato físico, permitindo que sensores registrem propriedades termo-físicas com alta precisão. Os dados servirão para melhorar ligas metálicas e cerâmicas empregadas em motores de foguetes e turbinas terrestres.

Registros visuais e panorama da estação

Durante uma breve pausa nos treinos físicos, Kimiya Yui fotografou a nave russa Soyuz MS-27 e o cargueiro Cygnus XL “S.S. William C. ‘Willie’ McCool” acoplados à ISS, enquanto o complexo sobrevoava o Mediterrâneo em 2 de outubro. Pouco depois, a estação passou sobre a ilha japonesa de Honshu, permitindo a Yui capturar imagens do arquipélago e relatar em redes sociais que observadores em terra acenaram para a estrutura orbital.

Tripulação da ISS mantém pesquisas apesar de shutdown nos EUA - Imagem do artigo original

Imagem: Robert Z

Segundo contagem oficial de 3 de outubro, a ISS abriga sete tripulantes: o comandante Sergey Ryzhikov, os cosmonautas Alexey Zubritsky e Oleg Platonov, os norte-americanos Jonny Kim, Zena Cardman e Mike Fincke, além do japonês Kimiya Yui. O laboratório voa com duas naves tripuladas — a Dragon “Endeavour”, da SpaceX, e a Soyuz MS-27 — e quatro cargueiros: Progress MS-31 e Progress M-32, da Roscosmos; o Dragon CRS-33, da SpaceX; e o Cygnus XL NG-23, da Northrop Grumman.

Impacto para o leitor

A continuidade das pesquisas, mesmo diante de um shutdown que afeta agências em solo, demonstra a robustez dos protocolos internacionais de cooperação espacial. Para o público, isso significa que avanços em reciclagem de água, controle térmico e produção de fármacos mantêm-se no cronograma e poderão resultar em aplicações práticas na Terra, como sistemas residenciais mais eficientes e medicamentos de maior qualidade.

Curiosidade

Em 3 de outubro de 2025, a Estação Espacial completou 24 anos, 11 meses e 1 dia de ocupação humana contínua, recorde que reforça a ISS como o experimento mais longo de convivência em espaço confinado já realizado. Esse marco fornece dados valiosos sobre saúde, psicologia e logística que serão essenciais em missões interplanetárias de longa duração.

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