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EchoStar conclui etapa regulatória e abre caminho para venda de espectro de US$ 17 bi à SpaceX

Tecnologia

A EchoStar informou em 3 de outubro que cumpriu os requisitos internacionais para manter os direitos globais sobre o espectro S-band que está em processo de venda para a SpaceX por aproximadamente US$ 17 bilhões. O avanço elimina o principal obstáculo regulatório e aproxima a conclusão do negócio, ainda pendente de aval da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos.

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Satélite Lyra-4 cumpre exigência da UIT

O passo decisivo veio após o satélite Lyra-4, lançado pela Rocket Lab em junho, operar por pelo menos 90 dias em órbita baixa da Terra. Esse período de funcionamento satisfaz o processo “Bringing Back Into Use” (BBIU), conduzido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) para assegurar que frequências já atribuídas continuem sendo utilizadas conforme as regras globais.

Com o BBIU concluído, qualquer operadora que pretenda usar faixas sobrepostas deverá coordenar seu uso com a EchoStar. A companhia detém o registro Sirion-1, que contempla direitos de serviço móvel por satélite na faixa de 2 GHz. Segundo executivos, a confirmação da UIT reforça a posição da empresa perante outras operadoras e garante a transferência integral desses direitos à SpaceX, caso o acordo seja aprovado.

Planos da SpaceX para serviço direto ao dispositivo

A SpaceX pretende combinar o espectro adquirido com frequências móveis de parceiros terrestres, como a T-Mobile nos Estados Unidos, para ampliar em até 20 vezes a capacidade de sua oferta “direct-to-device” (D2D). Atualmente, cerca de 650 satélites Starlink já proporcionam funcionalidades iniciais, limitadas a mensagens de texto, alertas de emergência e determinados aplicativos em Estados Unidos, Nova Zelândia e Japão.

No mês passado, a empresa solicitou às autoridades americanas autorização para lançar até 15 000 satélites Starlink de nova geração, especificamente preparados para o serviço D2D. Testes de desempenho estão programados, de acordo com o cronograma apresentado, para começar no final do próximo ano.

Ao adquirir as licenças AWS-4 e H-block, a SpaceX promete elevar a cobertura móvel via satélite em áreas rurais e remotas, tradicionalmente mal atendidas por infraestrutura terrestre. Especialistas consideram que a integração entre banda S e redes celulares poderá reduzir custos de implantação e acelerar a expansão global de internet e serviços de voz.

Detalhes financeiros e obrigações adicionais

O acordo divulgado em 8 de setembro prevê pagamento de US$ 17 bilhões à EchoStar, composto por ações da SpaceX e dinheiro em caixa. Além disso, a compradora se compromete a assumir aproximadamente US$ 2 bilhões em pagamentos de juros sobre dívidas da EchoStar. A transação aguarda revisão da FCC, que avaliará concorrência, uso eficiente do espectro e eventuais impactos para consumidores.

Para a EchoStar, o desfecho representa a consolidação de uma estratégia iniciada em 2013, quando a empresa adquiriu a irlandesa Solaris, detentora de direitos na banda S sobre a Europa. O portfólio foi ampliado em 2019 com a compra da canadense Helios Wire, que possuía registro global via filial australiana Sirion Global.

Trajetória marcada por reveses e ajustes

Manter os direitos da banda S exigiu uma série de iniciativas. Em 2021, a EchoStar encomendou três nanosatélites à Tyvak Nano-Satellite Systems. Dois deles falharam por problemas de propulsão, mas o terceiro entrou em operação a tempo de cumprir a primeira exigência da UIT, conhecida como “Bringing Into Use”.

Após essas dificuldades, a companhia optou por uma abordagem “asset-light”. Encomendou 28 satélites Lyra à Astro Digital em 2023, voltados para monitoramento e rastreamento. Pelo menos outros dois desses satélites já estão em órbita. Em agosto deste ano, a EchoStar assinou contrato de US$ 5 bilhões com a MDA Space para cem satélites adicionais, mas suspendeu o projeto pouco mais de um mês depois, quando foi anunciado o acordo com a SpaceX.

O que muda para o mercado e para o usuário

Caso a FCC aprove a venda, a SpaceX passará a contar com faixas de frequência que permitem maior penetração de sinal em áreas urbanas e melhor cobertura em regiões de geografia complexa. Analistas apontam que o reforço de capacidade poderá acelerar a oferta de voz, dados e internet diretamente a smartphones convencionais, sem necessidade de antenas específicas. Para consumidores em localidades remotas, a expectativa é de maior competitividade nos preços dos serviços e redução da dependência de redes terrestres, muitas vezes inexistentes.

Empresas de telecomunicações poderão ter de negociar acordos de roaming ou compartilhar infraestrutura orbital para evitar interferências. Relatórios do setor indicam que a convergência entre satélite e 5G tende a abrir novas frentes de receita, sobretudo em segmentos como agricultura de precisão, transporte marítimo e internet das coisas.

Curiosidade

A frequência S-band, adquirida pela SpaceX, foi tradicionalmente utilizada em missões espaciais para telemetria e comunicação com foguetes. A reutilização dessa faixa em serviços comerciais D2D representa uma mudança histórica: o espectro que antes apoiava lançamentos passa agora a conectar smartphones comuns, exemplificando como a exploração espacial gera oportunidades tecnológicas de uso cotidiano.

Para quem acompanha as transformações do setor, vale explorar outras inovações que ganham força no mercado satelital. Um levantamento recente sobre constelações em banda baixa está disponível em nosso conteúdo de tecnologia, oferecendo mais detalhes sobre tendências em conectividade global.

Para mais informações e atualizações sobre tecnologia e ciência, consulte também:

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