A missão chinesa Tianwen-1 capturou imagens inéditas do cometa interestelar 3I/ATLAS durante sua aproximação de Marte, entre 1.º e 4 de outubro de 2025. Trata-se do terceiro objeto já confirmado vindo de fora do Sistema Solar, após ‘Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019). A coleta de dados foi realizada pela câmera de alta resolução HiRIC, instalada no orbitador que circula o Planeta Vermelho desde fevereiro de 2021.


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Operação exigiu ajustes técnicos inéditos
De acordo com informações divulgadas pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA), o equipamento foi reconfigurado para deixar de focar a superfície marciana — alvo habitual da missão — e acompanhar um corpo celeste com apenas 5,6 quilômetros de diâmetro, localizado a cerca de 29 milhões de quilômetros da sonda. O cometa deslocava-se a aproximadamente 58 quilômetros por segundo, velocidade que obrigou a equipe a recalibrar a plataforma de rastreamento e a exposição do sensor.
Os engenheiros também mudaram o pipeline de processamento em Terra. Segundo dados oficiais, as imagens mostram nitidamente o núcleo e a coma do cometa, cuja extensão alcança “vários milhares de quilômetros”. Especialistas ouvidos por agências de notícias apontam que a experiência amplia a capacidade de observação de alvos tênues, abrindo caminho para futuras missões de exploração profunda.
Tianwen-1 amplia legado de exploração chinesa
Lançada em julho de 2020, Tianwen-1 foi a primeira missão da China a orbitar e pousar em Marte. O pousador levou o rover Zhurong, que percorreu Utopia Planitia por cerca de um ano terrestre, coletando dados sobre clima e geologia locais. Após cumprir os objetivos principais, o orbitador segue ativo e vem sendo usado em projetos estendidos — como o registro do 3I/ATLAS — para testar tecnologias que poderão equipar a Tianwen-2, missão já em curso que pretende recolher amostras de um asteroide próximo à Terra.
Em comunicado, a CNSA destacou que o sucesso na captação de um objeto extrassolar fortalece a posição da agência em iniciativas internacionais. Agências como a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) também direcionaram orbitadores e rovers marcianos para o cometa, numa ação coordenada que aumenta o volume de dados disponíveis para a comunidade científica.
Relevância científica de um visitante interestelar
Os cometas do tipo “I” (de interstellar) carregam material forjado em sistemas planetários distintos do nosso. Por isso, compõem valiosa fonte de informações sobre a formação estelar em outras regiões da galáxia. Relatórios indicam que o 3I/ATLAS possivelmente antecede a própria origem do Sistema Solar, estimada em 4,6 bilhões de anos. A análise espectroscópica do material ejetado pode revelar composições químicas raramente encontradas em cometas locais, aprimorando modelos de evolução planetária.
O objeto foi detectado em fevereiro de 2025 por observatórios terrestres. Desde então, astrônomos organizaram uma campanha global de monitoramento, aproveitando a trajetória que o levou relativamente perto de Marte no início de outubro. Diferentemente de ‘Oumuamua, que teve passagem rápida e exibe forma alongada, 3I/ATLAS apresenta aspecto mais próximo dos cometas tradicionais, incluindo cauda visível composta por gás e poeira.
Benefícios potenciais para futuras missões
Segundo engenheiros envolvidos no projeto, o teste de rastreamento a longa distância ajudou a validar algoritmos de apontamento autônomo e processamento de imagem em alta taxa de variação angular. Essas técnicas serão essenciais para missões que pretendem escoltar ou interceptar objetos dinâmicos, como a recente tendência de sondas voltadas a asteroides potencialmente perigosos.

Imagem: China
A CNSA afirma que as lições aprendidas com 3I/ATLAS já estão sendo repassadas aos times da Tianwen-2 e de projetos ainda em fase de estudo, incluindo possíveis missões de retorno de amostras de Marte e exploração de objetos transnetunianos.
Impacto para o público e para o setor espacial
Para o leitor, a operação reforça a rápida expansão do programa espacial chinês e demonstra como missões já em curso podem ganhar novas atribuições sem necessidade de lançar sondas adicionais, gerando economia e aumentando a eficiência científica. No longo prazo, a compreensão de materiais extrassolares poderá influenciar desde teorias sobre o surgimento da vida até abordagens de mineração espacial, segmento que recebe atenção crescente de empresas privadas.
Curiosidade
Embora ainda seja impossível enviar uma espaçonave dedicada a um cometa interestelar com tão pouco aviso, calculam astrônomos que, a cada década, objetos similares atravessem a órbita de Júpiter. Se projetos de propulsão avançada forem viabilizados, futuras missões poderão partir em poucos anos e realizar sobrevoos muito mais próximos, permitindo coletar amostras in situ de material vindos de outros sistemas planetários.
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