remansonoticias 1761950971

Tartaruga cósmica de “It” é peça-chave no embate contra Pennywise

Entretenimento

Entre os muitos símbolos que cercam o universo criado por Stephen King, a tartaruga gigante que aparece discretamente na adaptação cinematográfica de “It: A Coisa” costuma intrigar quem conhece apenas os filmes. Nos livros, porém, o réptil vai muito além de um simples easter egg: assume o papel de entidade primordial e contraponto direto à criatura que aterroriza Derry. A seguir, entenda quem é essa tartaruga, por que ela se relaciona com Pennywise e qual a razão de sua participação ter sido reduzida nas telonas.

PROMOÇÃO IMPERDÍVEL - Smartphone Samsung Galaxy S24 Ultra

PROMOÇÃO IMPERDÍVEL - Smartphone Samsung Galaxy S24 Ultra

R$4499,00 R$5359,00 -16%
Ver na Amazon
SUPER OFERTA DO MAIS VENDIDO - Apple iPhone 16 (128 GB) – Preto

SUPER OFERTA DO MAIS VENDIDO - Apple iPhone 16 (128 GB) – Preto

R$4648,96 R$6599,90 -30%
Ver na Amazon
APROVEITE O DESCONTO ! - Smartphone Samsung Galaxy A56 5G

APROVEITE O DESCONTO ! - Smartphone Samsung Galaxy A56 5G

R$1699,00 R$2199,00 -23%
Ver na Amazon
PROMOÇÃO RELÂMPAGO - Smartphone Xiaomi Poco X7 Pro 5G NFC

PROMOÇÃO RELÂMPAGO - Smartphone Xiaomi Poco X7 Pro 5G NFC

R$2130,00 R$2699,00 -21%
Ver na Amazon

Quem é Maturin e qual sua relação com a criação do universo

No cânone literário, a tartaruga atende pelo nome de Maturin. Segundo a mitologia descrita por Stephen King, trata-se de um ser cósmico que vive no chamado Macroverso, dimensão anterior ao tempo e ao espaço conhecidos. De acordo com a narrativa, Maturin teria criado o nosso universo após uma dor de estômago “vomitar” a realidade, metáfora que reforça sua natureza quase indiferente às criaturas que nela habitam.

Por representar ordem, vida e criação, Maturin atua como antagonista filosófico de A Coisa, entidade que se alimenta do medo e encarna o caos. Essa oposição fica explícita quando King descreve Pennywise como parasita destrutivo, enquanto a tartaruga é vista como força estabilizadora, ainda que sonolenta e distante. Nos livros, o conflito entre os dois seres extrapola a cidade de Derry e traduz uma guerra cósmica permanente.

Intervenção indireta no “Clube dos Perdedores”

O envolvimento da tartaruga com os protagonistas ocorre no momento em que o personagem Bill Denbrough realiza o Ritual de Chüd, batalha psíquica que exige confronto de vontades. Durante a experiência, Bill encontra Maturin no Macroverso e recebe instruções cruciais para derrotar A Coisa. O conselho é claro: somente a fé infantil, a união inabalável e a crença na própria capacidade permitirão ao grupo vencer o monstro.

Na prática, a intervenção de Maturin não se manifesta por meio de poderes diretos, mas pela transmissão de conhecimento. Segundo especialistas em literatura de horror, essa postura reforça o dualismo típico das obras de King: o mal se faz presente de modo explícito, enquanto o bem age pela esperança ou pela inspiração.

Por que a tartaruga quase não aparece nos filmes

A adaptação dirigida por Andy Muschietti optou por suprimir a mitologia cósmica para concentrar a narrativa na força humana dos personagens. Em entrevistas, o cineasta justificou que inserir um ser divino poderia desviar o foco da amizade e da coragem das crianças, pilares que deseja enfatizar. Dessa forma, Maturin foi reduzido a pequenas referências visuais, como um brinquedo de LEGO no quarto de Georgie e a figura de uma tartaruga nadando na pedreira.

No roteiro do cinema, o papel de guia espiritual recai diretamente sobre os próprios Perdedores. Eles descobrem, sozinhos, que a união e a ausência de medo enfraquecem Pennywise. Embora essa escolha simplifique o enredo, críticos observam que o corte da tartaruga elimina parte da cosmologia que conecta “It” a outras obras de King, onde Maturin volta a ser citado, por exemplo, na série “A Torre Negra”.

Impacto para fãs e para o universo expandido

De acordo com dados de mercado, a franquia “It” gerou mais de US$ 1 bilião em bilheteria mundial, fator que estimula projetos derivados. A série “Welcome to Derry”, em desenvolvimento, deve explorar passagens históricas da cidade fictícia e, segundo relatos de bastidores, retomará menções recorrentes à tartaruga. Caso confirmado, esse retorno tende a satisfazer leitores que anseiam por uma adaptação mais fiel à cosmogonia original.

Para o público, compreender a função de Maturin amplia a leitura de temas como amizade, medo e fé presentes na obra. Além disso, revela como King conecta personagens e eventos em um multiverso literário onde forças antagônicas agem além da compreensão humana.

Em termos práticos, essa informação pode mudar a forma como o espectador encara futuras produções ambientadas em Derry: ao reconhecer as aparições da tartaruga, o público encontrará pistas sobre conflitos maiores que transcendem o terror local e dialogam com uma disputa entre ordem e caos em escala universal.

Curiosidade

A inspiração de Stephen King para retratar Maturin teria surgido após o autor contemplar antigos mitos sobre a “tartaruga do mundo”, presente em lendas indígenas norte-americanas e em textos hindus. Essa referência histórica reforça a ideia de um réptil colossal sustentando a criação, conceito que King adaptou para o contexto do horror moderno.

Para seguir acompanhando as novidades do universo do entretenimento, confira também outras matérias na seção dedicada do site Remanso Notícias.

Para mais informações e atualizações sobre tecnologia e ciência, consulte também:

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no RN Tecnologia, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!