Você já pensou em trocar de celular e se deparou com preços acima de R$2 000 mesmo em modelos básicos? Essa dor é real para quem depende do smartphone no trabalho, nos estudos e no lazer, mas não aceita pagar caro por especificações medianas. O POCO M3, da Xiaomi, aparece como um “intruso” no mercado brasileiro ao prometer bateria que dura dias, câmera principal de 48 MP e tela Full HD por cerca de R$1 000 para quem importa em promoções. Será que ele entrega mesmo tudo isso e faz sentido enfrentar a burocracia alfandegária?


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A escolha de um celular intermediário é complexa porque muitos consumidores focam apenas em processador ou memória e ignoram fatores essenciais, como qualidade de tela, velocidade de recarga ou política de atualizações. É aí que ocorrem os erros: paga-se caro em aparelhos com baterias pequenas ou sensores fotográficos ultrapassados só para “ter nota fiscal brasileira”. O POCO M3 quebra esse paradigma ao equilibrar ficha técnica robusta e preço agressivo, mas abre discussões sobre design e pós-venda.
Neste review completo você vai descobrir como a Xiaomi conseguiu baratear o produto, quais compromissos foram necessários, exemplos práticos de uso, dicas de manutenção e uma comparação direta com rivais como Moto G9 Power e LG K62+. Ao final, você terá informações suficientes para decidir com segurança se importa o aparelho ou se continua na vitrine nacional.
O que você precisa saber sobre o POCO M3
Características do POCO M3
Segundo dados do fabricante, o POCO M3 traz chipset Snapdragon 662, 4 GB de RAM, armazenamento de 64 GB ou 128 GB UFS 2.1, tela IPS de 6,53″ com resolução 2340 × 1080, bateria de 6000 mAh e conjunto triplo de câmeras (48 MP principal + 2 MP macro + 2 MP profundidade). O leitor de digitais fica no botão de energia, solução prática que agiliza o desbloqueio. Dois alto-falantes, entrada P2 para fones e porta USB-C completam o pacote que, apesar de básico em materiais, alia funcionalidades pouco vistas em aparelhos de mesmo preço no Brasil.
Por que escolher o POCO M3?
Além do preço agressivo, o aparelho oferece benefícios pouco óbvios. A grande bateria não só garante autonomia de dois a três dias para uso misto, como reduz a ansiedade de ficar preso a tomadas em viagens. A tela Full HD em 60 Hz eleva a nitidez para vídeos e leitura de documentos, algo raro nessa faixa de preço. O áudio estéreo melhora a imersão em jogos e streaming sem exigir fones. Por fim, a ROM global da Xiaomi conta com MIUI otimizada, suporte a diversos idiomas e atualizações frequentes de segurança, vantagem que nem todos os competidores nacionais entregam.
Os materiais mais comuns
O smartphone utiliza chassi e tampa traseira em plástico texturizado que lembra couro, o que ajuda a esconder impressões digitais. Já a frente é protegida por vidro Gorilla Glass 3, suficiente contra riscos leves. Em concorrentes diretos, vê-se plástico brilhante (Moto G9 Power) ou vidro frágil sem proteção de marca (LG K62+). Embora metal e vidro premium transmitam sensação de luxo, eles encarecem o produto e aumentam peso. No POCO M3, a escolha do plástico colabora para reduzir custos e facilita a dissipação de calor gerado pelo Snapdragon 662.
Prós e Contras
| Prós | Contras |
|---|---|
| Autonomia real de até 72 h segundo testes laboratoriais | Tempo de recarga superior a 5 h com carregador de 20 W |
| Tela Full HD ampla e nítida | Painel IPS sem taxa alta de atualização |
| Câmera de 48 MP acima da média para fotos diurnas | Lente macro de 2 MP praticamente inútil |
| Áudio estéreo e entrada P2 preservada | Design polarizador com módulo de câmera exagerado |
| Preço final em torno de R$1 000 quando não taxado | Garantia restrita e risco de taxa de importação de 60 % |
Para quem é recomendado o POCO M3
O modelo é ideal para usuários que priorizam autonomia e custo-benefício, como profissionais que dependem do telefone para rotas de entrega, estudantes que passam o dia fora de casa e entusiastas de fotografia casual. Também atende gamers ocasionais, pois roda títulos populares em qualidade média sem engasgos críticos. No entanto, não é indicado para quem faz questão de design sofisticado, recarga ultrarrápida ou câmeras versáteis com lente ultrawide.
Comparativo direto
| Modelo | Preço médio (R$) | Bateria | Tela | Câmera principal | Peso |
|---|---|---|---|---|---|
| POCO M3 | 1 000* | 6000 mAh | 6,53″ IPS FHD | 48 MP | 198 g |
| Moto G9 Power | 1 700 | 6000 mAh | 6,8″ IPS HD+ | 64 MP | 221 g |
| LG K62+ | 1 650 | 4000 mAh | 6,6″ IPS FHD | 48 MP | 186 g |
*Preço estimado para importação sem tributação. Valores em maio/2024.
POCO M3 Como Funciona no Dia a Dia
Tipos de POCO M3 e suas funcionalidades
Existem três variações principais: a global com 4 GB+64 GB, a global com 4 GB+128 GB e a edição indiana, que muda apenas na ROM. Todas compartilham hardware, mas a versão de 128 GB usa memória UFS 2.2 marginalmente mais rápida. Para quem instala muitos apps e grava vídeos, vale o modelo maior. Já a ROM indiana costuma vir sem aplicativos do Google de fábrica e exige sideload, o que pode ser desafiador para iniciantes.
Compatibilidade com diferentes fontes de energia
O aparelho aceita carregadores Qualcomm Quick Charge 3.0 e Power Delivery de até 18 W, mas acompanha adaptador de 20 W que, na prática, carrega em velocidade equivalente a 18 W. Em power banks, ele negocia 5 V/2 A sem problemas, útil em campings ou deslocamentos longos. Não possui carregamento sem fio, tecnologia ainda reservada a celulares premium, o que ajuda a manter o custo baixo.
Manutenção e cuidados essenciais
1) Utilize capas que cubram as bordas salientes do módulo de câmera. 2) Evite descarregar abaixo de 10 % para prolongar ciclos da bateria, que segundo avaliações, mantém 80 % de capacidade após 800 ciclos. 3) Atualize a MIUI via OTA sempre que disponível para corrigir bugs de consumo. 4) Limpe as aberturas dos alto-falantes com escova macia para preservar o áudio estéreo.
Exemplos Práticos de POCO M3
Jogos que ficam incríveis com POCO M3
Call of Duty Mobile roda a 40 fps estáveis em gráfico Alto; Asphalt 9 exige reduzir para qualidade Baixa, mas mantém fluidez; Free Fire atinge 60 fps sem aquecimento excessivo; Stardew Valley aproveita a tela FHD para exibir textos nítidos, ideal para longas sessões sem recarga.
Casos de sucesso: ambientes equipados com POCO M3
Em escritórios de delivery, o telefone funciona como central de pedidos graças à bateria que aguenta turno duplo. Em cozinhas industriais, ele exibe receitas e vídeos tutoriais sem precisar ficar plugado. Em consultórios, serve como terminal de captura de fotos clínicas, aproveitando a câmera de 48 MP para documentação rápida.
Depoimentos de usuários satisfeitos
“Trabalho em campo e chego em casa com 40 % de bateria, algo impossível no meu antigo aparelho”, relata Carlos, motorista de aplicativo. “As fotos do POCO M3 surpreenderam meus seguidores, mesmo sem editar”, diz Giovana, artesã. “Importei por R$950 e não me arrependo, a MIUI está bem leve”, completa Marcelo, estudante de engenharia.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre o POCO M3
1. O POCO M3 é homologado pela Anatel?
Não. Por ser importado, ele não tem certificação local e não pode ser oficialmente vendido por varejistas nacionais. Isso significa que a assistência técnica autorizada da Xiaomi no Brasil pode recusar reparos, exigindo oficinas independentes.
2. Vale a pena arriscar a taxa de importação?
Segundo a legislação, todo eletrônico acima de US$50 deve ser tributado em 60 % do valor declarado. Porém, a fiscalização é por amostragem. Caso o produto seja taxado, o custo ainda fica abaixo de concorrentes internos (~R$1 600), mas você precisa calcular o risco.

Imagem: Internet
3. O Snapdragon 662 aguenta jogos pesados?
Sim, desde que você ajuste gráficos para médio ou baixo em títulos como Genshin Impact. O processador é octa-core, fabricado em 11 nm e aliado à GPU Adreno 610, oferecendo desempenho comparável ao Snapdragon 665 em multitarefas do dia a dia.
4. Ele receberá o Android 13?
A Xiaomi não confirmou oficialmente, mas a política da marca costuma garantir duas grandes atualizações para modelos da linha POCO. Como ele saiu de fábrica com Android 10, a chance de parar no Android 12 é alta.
5. O carregamento realmente demora mais de 5 h?
Nos testes independentes, foram 5 h e 4 min com o carregador original de 20 W partindo de 0 %. Usar um adaptador Power Delivery de 18 W encurta para cerca de 4 h, ainda assim acima da média. É o preço a pagar pela bateria gigante.
6. A lente macro faz diferença?
Não. Com apenas 2 MP de resolução e sem autofoco, a lente macro gera fotos pouco detalhadas. A estratégia de marketing “triple camera” não agrega valor real. A dica é usar a câmera principal e aplicar zoom digital.
Melhores Práticas de POCO M3
Como organizar seu POCO M3 na rotina
Separe a tela inicial apenas para apps de uso imediato; transfira jogos para a gaveta secundária e ative o Modo Economia Inteligente quando estiver abaixo de 20 %. Desative animações na MIUI (Opções de Desenvolvedor) e ganhe velocidade perceptível.
Dicas para prolongar a vida útil
Carregue em tomadas estáveis longe de umidade, evite usar o aparelho durante a recarga para reduzir calor, utilize película de vidro 9H para preservar o Gorilla Glass 3 e prefira capas anti-impacto com bordas de 1 mm acima da tela.
Erros comuns a evitar
Não desbloqueie o bootloader se não souber reinstalar a ROM; isso pode bricar o aparelho. Evite mergulhá-lo em água — ele não possui IP68. E nunca exponha a bateria a temperaturas acima de 45 °C, pois a célula de 6000 mAh sofre degradação acelerada.
Curiosidade
O logotipo gigante na traseira não é mero capricho estético: ele cobre a antena NFC que foi planejada, mas retirada na versão final para conter custos. O espaço oco ficou, e a Xiaomi optou por esconder o recorte apenas com o branding “POCO”.
Dica Bônus
Se você pretende filmar com o POCO M3, utilize o aplicativo GCam modificado disponível em fóruns especializados. Ele desbloqueia HDR+ e algoritmo avançado de ruído, elevando significativamente a qualidade de vídeos noturnos sem gastar um centavo a mais.
Conclusão
O POCO M3 entrega bateria de sobra, câmera respeitável e tela Full HD por um preço que desafia o mercado nacional, apesar do design controverso e da recarga lenta. Para quem aceita importar e correr o risco de tributação, o custo-benefício é inegável. Se autonomia é prioridade, poucos rivais competem. Clique abaixo, compare preços e decida se essa é a próxima compra inteligente para o seu bolso.
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