“Hansel & Gretel: Witch Hunters”, longa-metragem de 2013 estrelado por Jeremy Renner e Gemma Arterton, voltou a figurar entre os títulos mais vistos do Paramount+ nos Estados Unidos. De acordo com a plataforma de monitoramento Flix Patrol, o filme permaneceu por oito dias consecutivos no Top 10 e subiu recentemente da sexta para a quinta posição, confirmando um novo fôlego comercial do projeto do diretor norueguês Tommy Wirkola.


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Desempenho nas bilheteiras e críticas iniciais
Lançado em janeiro de 2013, “Hansel & Gretel: Witch Hunters” chegou aos cinemas com classificação indicativa para maiores e foi exibido também em 3D, combinação que impulsionou sua arrecadação. Segundo dados oficiais do mercado cinematográfico, o longa custou cerca de US$ 50 milhões e terminou a carreira nos cinemas com US$ 226 milhões, valor superior a quatro vezes o orçamento. Apesar do sólido resultado financeiro, o índice de aprovação de 17% no Rotten Tomatoes evidenciou a má recepção entre críticos.
Na época, analistas apontaram que o roteiro, assinado pelo próprio Wirkola, priorizava cenas de ação e humor macabro em detrimento de uma leitura mais profunda do conto dos irmãos Grimm. Ainda assim, o público demonstrou interesse pelo conceito de caçadores de bruxas em um cenário de fantasia sombria, contribuindo para que o filme ganhasse status de “cult” nos anos seguintes.
Trama e estilo visual
A produção começa com a sequência clássica da casa de doces, mas rapidamente desloca a narrativa para a vida adulta dos protagonistas. Após escaparem da bruxa canibal, Hansel (Renner) e Gretel (Arterton) transformam o trauma infantil em carreira, viajando por vilarejos europeus para exterminar bruxas. A missão central envolve a ameaça de Muriel (Famke Janssen), que pretende sacrificar crianças durante a Lua de Sangue a fim de garantir imunidade ao fogo para seu clã.
O diretor, conhecido por obras como “Dead Snow” e “Violent Night”, adota ritmo frenético, efeitos práticos de maquiagem e humor ácido. Há espaço para momentos inusitados, como o personagem de Renner precisando aplicar insulina após desenvolver “diabetes mágica” por consumo excessivo de doces na infância, recurso que acrescenta tom caricatural à fantasia medieval.
Por que voltou a crescer no streaming?
Especialistas em indústria audiovisual apontam três fatores principais para a redescoberta do filme: o apelo nostálgico da década de 2010, a força do catálogo de fantasia no Paramount+ e a busca do público por títulos de ação leve durante períodos de entressafra de lançamentos. Relatórios de consultorias de mercado indicam que produções com mistura de violência estilizada e humor vêm ganhando tração nas plataformas.
Além disso, o desempenho em streaming ocorre em um momento de disputa acirrada entre serviços por conteúdo que retenha assinantes. Ao exibir números consistentes por mais de uma semana, “Hansel & Gretel: Witch Hunters” atende à demanda por produções de catálogo capazes de gerar engajamento sem custos de aquisição elevados.
Sequência engavetada e futuro incerto
Logo após o sucesso de bilheteira, circulou a possibilidade de uma continuação. No entanto, fontes ligadas ao estúdio relatam que diferenças criativas e agendas dos atores impediram avanços concretos. Jeremy Renner passou a concentrar-se no Universo Cinematográfico da Marvel, enquanto Gemma Arterton diversificou a carreira em produções independentes. Sem unidade de roteiro ou calendário, o projeto foi sendo adiado até desaparecer dos planos imediatos.

Imagem: Paramount Pictures/MGM
Analistas avaliam que a recente alta de audiência pode reaquecer conversas sobre expansão da franquia, principalmente em formatos alternativos, como séries limitadas. No entanto, não há anúncios oficiais até o momento.
Impacto para o público e para o mercado
Para quem procura uma opção de entretenimento rápido com atmosfera gótica e cena de ação contínua, o retorno de “Hansel & Gretel: Witch Hunters” ao topo do Paramount+ oferece oportunidade de (re)descoberta. Para o setor, o caso reforça que títulos considerados “adormecidos” podem gerar novas receitas anos depois, bastando visibilidade adequada nos algoritmos de recomendação. Segundo consultorias, essa tendência deve estimular estúdios a renegociar direitos de catálogo e investidores a priorizar conteúdo com potencial de ressurgimento.
Se você costuma acompanhar movimentos do streaming, vale observar como a permanência do filme no ranking pode influenciar futuras programações de fantasia e incentivar produções que misturem folclore clássico com linguagem moderna.
Curiosidade
O diretor Tommy Wirkola revelou em entrevistas que parte do arsenal usado pelos caçadores foi inspirado em armas de guerra do século XIX adaptadas para cenografia steampunk. A mistura de tecnologia anacrônica com conto medieval contribui para a estética singular que, segundo o cineasta, “não deveria funcionar, mas funciona exatamente por ser improvável”. Esse contraste visual talvez explique por que o filme conquista audiência renovada mesmo passados doze anos.
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