WASHINGTON – A NASA finalizou a união da cápsula Orion ao gigantesco foguete Space Launch System (SLS), passo essencial para o lançamento da missão Artemis 2, previsto para o início de 2025. O procedimento ocorreu dentro do Vehicle Assembly Building (VAB), no Centro Espacial Kennedy (KSC), na Flórida, e foi confirmado em 20 de outubro pelo administrador interino da agência, Sean Duffy.

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Montagem avança mesmo com paralisação do governo
A operação foi concluída em pleno shutdown do governo norte-americano, iniciado em 1.º de outubro após o Congresso não aprovar a continuidade do orçamento. Embora a maioria das atividades federais esteja suspensa, a Casa Branca concedeu exceção para que os trabalhos considerados “críticos à segurança” prossigam, o que inclui a preparação do Artemis 2.
Segundo o plano de contingência da própria NASA, cerca de 989 dos 2.075 servidores civis lotados no KSC permanecem em serviço — ainda que sem remuneração até a reabertura do governo. Já em centros voltados a pesquisas menos urgentes, como Langley (Virgínia), apenas 34 de 1.756 funcionários foram mantidos.
O acoplamento selou a última etapa estrutural antes da campanha de testes integrada, que verificará sistemas de propulsão, telemetria e segurança do conjunto. Dias antes, a cápsula recebeu o sistema de escape de emergência, projetado para afastar os astronautas em caso de falha na decolagem.
Missão Artemis 2 levará tripulação a redor da Lua
Comandada pelo astronauta Reid Wiseman, a tripulação de quatro pessoas — dois norte-americanos, um canadense e uma norte-americana de origem afro-americana — fará um sobrevoo lunar de aproximadamente dez dias. Será o primeiro voo tripulado do programa Artemis, que busca estabelecer presença humana sustentável no satélite natural e, em etapa posterior, servir de trampolim para Marte.
Após o empilhamento completo, o conjunto de 98 metros entrará numa sequência de ensaios conhecidos como Integrated Modal Test (IMT), que avalia como as vibrações do lançamento afetam a estrutura. Depois, virá o Flight Readiness Review, reunião em que engenheiros e gerentes decidirão se todo o hardware está apto a seguir para a plataforma 39B.
De acordo com relatórios internos, o cronograma atual mantém o lançamento para meados de 2025, quatro anos após o voo não tripulado Artemis 1. Especialistas observam que eventuais prolongamentos do shutdown podem pressionar prazos e custos, mesmo com as exceções concedidas.
Exceções garantem continuidade, mas silenciam a comunicação
Enquanto técnicos e engenheiros seguem trabalhando, canais oficiais da NASA permanecem sem atualizações. Redes sociais e páginas institucionais não podem ser alimentadas durante a falta de orçamento, salvo em situações de risco imediato à vida ou à propriedade. Como resultado, a declaração de Duffy sobre o empilhamento foi a única informação pública divulgada.
Organizadores do Von Braun Space Exploration Symposium, encontro anual previsto para 27 a 29 de outubro em Huntsville (Alabama), tiveram de remover do programa um painel dedicado à Artemis 2. Participações de dirigentes como Amit Kshatriya (Exploração Humana) e Nicola Fox (Ciência) também foram canceladas pela mesma restrição orçamentária.

Imagem: X SecDuffyNASA
Para especialistas em política espacial, o caso evidencia a vulnerabilidade de projetos de longo prazo aos impasses legislativos dos Estados Unidos. Mesmo assim, analistas lembram que shutdowns anteriores foram superados sem impacto técnico significativo graças a planos de contingência parecidos.
Impacto para o mercado e para o público
A permanência de atividades essenciais em tempos de paralisação reflete a prioridade que o governo norte-americano confere às missões Artemis. Além de impulsionar a cadeia de fornecedores aeroespaciais — de empresas de motores a provedores de software —, a continuidade reduz riscos de atrasos que poderiam encarecer o projeto em bilhões de dólares, segundo estimativas do Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO).
Para o público, isso representa maior previsibilidade no calendário de voos lunares e, a médio prazo, no acesso a tecnologias derivadas, como novos sistemas de energia e materiais resistentes a radiação. Caso os prazos se mantenham, a Artemis 3, responsável por levar os primeiros astronautas ao solo lunar desde 1972, poderá ocorrer ainda nesta década, abrindo caminho para pesquisa de recursos como gelo de água nos polos.
Curiosidade
Embora a união da Orion ao SLS pareça simples, o processo é comparável a empilhar um prédio de 30 andares sobre uma bola de tênis: tolerâncias milimétricas garantem que a cápsula permaneça alinhada ao longo de vibrações que podem atingir 3 g. O VAB, onde a operação ocorreu, foi originalmente construído para os foguetes Saturn V nos anos 1960 e segue sendo o maior edifício de um único andar do mundo em volume interno.
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