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Jeremy Strong critica algoritmos e detalha filme sobre Springsteen

Entretenimento

O ator Jeremy Strong, conhecido por interpretar Kendall Roy em “Succession”, afirmou que “o algoritmo não é amigo do artista” durante entrevista concedida em Asbury Park, Nova Jersey. A declaração ocorreu em 30 de setembro, na sacada do The Robinson Ale House, enquanto ele apresentava detalhes do longa-metragem “Springsteen: Salve-me do Desconhecido”, dirigido por Scott Cooper.

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Bastidores da produção

No filme, Strong vive Jon Landau, empresário de Bruce Springsteen desde meados dos anos 1970. Já o papel do cantor ficou a cargo de Jeremy Allen White. A obra adapta o livro “Deliver Me From Nowhere”, publicado em 2023 por Warren Zanes, que investiga o processo de criação de Nebraska, álbum lançado por Springsteen em 1982.

As gravações ocorreram em locais emblemáticos para os fãs do artista, como o bar The Stone Pony, fundado há 51 anos em Asbury Park. A casa de shows foi isolada para a imprensa durante o outono norte-americano e serviu de cenário para cenas que reconstituem apresentações históricas. Segundo a equipe de produção, o uso de locações originais foi decisivo para reproduzir a atmosfera intimista que marcou as composições do disco.

Scott Cooper, que também assina o roteiro, declarou em material de divulgação que buscou “um retrato profundo, porém amplo em termos emocionais” sobre a guinada criativa de Springsteen. De acordo com o cineasta, compreender o isolamento do músico em Colts Neck, poucos quilômetros ao sul de Freehold, foi essencial para contextualizar a sonoridade minimalista registrada em um gravador de quatro canais.

Um álbum que mudou a carreira de Springsteen

Lançado entre The River (1980) e Born in the U.S.A. (1984), Nebraska representou um passo inesperado para um artista pressionado pela gravadora Columbia Records a entregar novos sucessos de rádio. Em vez disso, Springsteen apresentou dez faixas austera­­mente gravadas no próprio quarto, com letras inspiradas em referências como o filme Terras de Ninguém (1973), o álbum de estreia do duo Suicide (1977) e o caso real de assassinatos cometidos por Charles Starkweather e Caril Ann Fugate na década de 1950.

Especialistas afirmam que a opção por lançar as demos, em vez de versões produzidas com a E Street Band, tornou-se “a maior guinada já feita por alguém no topo das paradas”, conforme destaca o biógrafo Warren Zanes. Inicialmente, o disco seria batizado de Starkweather, mas o título foi alterado para enfatizar a paisagem sonora e psicológica do meio-oeste norte-americano.

Jeremy Allen White declarou à imprensa que vê o álbum como “sobre solidão e escuridão” — temas que considera familiares em sua trajetória. Segundo ele, a canção “Reason to Believe” oferece “um fio de esperança”, ainda que Springsteen a tenha concebido como uma das mais desoladoras do repertório.

A crítica de Jeremy Strong ao domínio dos algoritmos

Questionado sobre a relevância de um disco analógico num mercado regido por plataformas digitais, Strong avaliou que parte do “progresso tecnológico é, de certa forma, hostil ao processo de criação artística”. Para o ator, a lógica de recomendações automatizadas favorece lançamentos rápidos e fragmentados — muitas vezes em forma de singles ou vídeos curtos — em detrimento de obras coesas.

“Gosto que este filme seja lançado em um mundo cada vez mais sintético”, afirmou. “Ele funciona como um som real cercado de muito barulho.” De acordo com relatórios da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), mais de 65% do consumo musical global já ocorre por streaming, modelo guiado por algoritmos de sugestão. Especialistas ouvidos por publicações do setor indicam que essa dinâmica tende a reduzir a vida útil de álbuns completos, exatamente o formato valorizado por Springsteen em Nebraska.

Jeremy Strong critica algoritmos e detalha filme sobre Springsteen - Imagem do artigo original

Imagem: Reprodução

Impacto para artistas e público

A fala de Strong reforça um debate crescente sobre a tensão entre curadoria humana e inteligência artificial na indústria cultural. Para intérpretes que dependem de visibilidade em plataformas digitais, alinhar autenticidade e métricas algorítmicas virou desafio cotidiano. O novo filme, ao recuperar um momento em que a criação musical se deu no isolamento, pode estimular reflexões sobre processos autorais menos influenciados por tendências instantâneas.

Para o público, a produção oferece oportunidade de conhecer os bastidores de um dos discos mais influentes do rock norte-americano, enquanto traz à tona discussões sobre ritmo de consumo, saúde mental no showbiz e impacto da tecnologia na arte. Segundo analistas de mercado, obras que combinam temática musical e questionamentos sociais costumam alcançar bom desempenho em serviços de streaming de vídeo, ampliando a probabilidade de engajamento cruzado entre fãs de séries, cinema e música.

Ao final da jornada de imprensa em Asbury Park, jornalistas testemunharam um momento simbólico: um carro preto estacionou no pátio do Stone Pony e o próprio Bruce Springsteen apareceu brevemente, reforçando a aura de surpresa que acompanha suas visitas ao local.

Se você se interessa por produções que exploram o processo criativo de grandes nomes da música, vale acompanhar outras novidades da cena cultural em nossa seção de Entretenimento, onde atualizações diárias analisam tendências de cinema, TV e streaming.

Curiosidade

Apesar de ter sido gravado em um equipamento de fita cassete de custo baixo, Nebraska ocupa atualmente a 150ª posição na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone. O dado ilustra como limitações técnicas, longe de impedir a criatividade, podem resultar em obras reconhecidas décadas depois por sua autenticidade e influência.

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