Jacob Elordi afirmou que a drástica perda de peso enfrentada no set da minissérie “O Caminho Estreito para os Confins do Norte” acabou beneficiando sua interpretação na nova adaptação de “Frankenstein”, dirigida por Guillermo del Toro.


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Transformação física surgiu antes do convite para o longa
Em entrevista ao Los Angeles Times, publicada em 16 de maio, o ator australiano de 28 anos relatou que terminou as filmagens da produção de guerra da Prime Video exigindo redução substancial de peso. Dias depois, foi escalado para viver a Criatura no projeto de del Toro, que já contava com Oscar Isaac, Mia Goth, Felix Kammerer, Lars Mikkelsen, David Bradley, Charles Dance e Christoph Waltz.
Segundo Elordi, o período de recuperação após a minissérie trouxe dores intensas e insônia constante. “Acordava às três da manhã, meu corpo doía muito”, descreveu. Ele notou que esse estado físico e emocional se encaixava na condição do personagem clássico de Mary Shelley. “Consegui canalizar esses sentimentos, esse sofrimento”, explicou, indicando que a preparação involuntária serviu de base para a criatura atormentada.
Escalação de última hora substituiu Andrew Garfield
Del Toro escolheu Jacob Elordi depois da saída de Andrew Garfield, confirmada no fim de 2023. A mudança ocorreu com curto intervalo entre produções, o que deixou o novo intérprete sem o período habitual de laboratório para um papel de tamanha exigência. Ainda assim, o diretor considerou que o momento físico do ator se adequava à atmosfera sombria pretendida para o longa.
Relatórios da indústria apontam que substituições em estágio avançado são comuns quando agendas conflitam, mas podem oferecer riscos de preparo insuficiente. Mesmo assim, o cineasta mexicano descreve o filme como “projeto dos sonhos” e mantém estreia limitada nos cinemas para 23 de outubro, antes de chegar à Netflix em 7 de novembro.
Comentário negativo influenciou busca pelo papel
A motivação de Elordi para interpretar o monstro remonta ao início da carreira. Após seu primeiro filme, alguém escreveu em rede social que “o único papel que esse pedaço de madeira poderia fazer era a Criatura de Frankenstein”. O comentário depreciativo acabou se transformando em impulso. Durante a produção de “Priscilla” (2023), biografia de Priscilla Presley, maquiadores informaram que o próximo trabalho de del Toro seria justamente “Frankenstein”. O ator descreveu a notícia como um chamado inevitável: “Senti que vinha de outro lugar. Era como um crescimento no estômago dizendo que eu precisava interpretar essa criatura”.
Mudanças corporais extremas acendem alerta médico
Transformações radicais para papéis não são novidade em Hollywood. No entanto, médicos esportivos lembram que oscilações bruscas de peso podem causar desequilíbrios hormonais, perda de massa muscular e riscos cardíacos. Segundo especialistas da Clínica Cleveland, a recomendação é que alterações sejam planejadas com nutricionistas e supervisionadas por profissionais de saúde. No caso de Elordi, a perda ocorreu em menos de três meses, período considerado crítico para eventuais déficits nutricionais, embora o ator não tenha detalhado acompanhamento clínico.
“Frankenstein” mantém essência do romance de Mary Shelley
A obra adaptará a narrativa de 1818, em que o cientista Victor Frankenstein monta um ser vivo a partir de partes de cadáveres. Oscar Isaac assume o papel do pesquisador, enquanto Elordi vive a Criatura. Del Toro, vencedor do Oscar por “A Forma da Água”, já declarou que pretende ressaltar a dimensão existencial da história, reforçando temas como rejeição e solidão. Desde “O Labirinto do Fauno”, o diretor se notabiliza por criar monstros com forte carga emocional, característica que deve reaparecer na nova produção.

Imagem: Divulgação
Impacto potencial para o mercado e para o público
Para os estúdios, a combinação de elenco reconhecido, direção premiada e estreia dual (cinema e streaming) amplia a exposição do título e diversifica fontes de receita. De acordo com consultorias de entretenimento, esse modelo híbrido vem ganhando força após a pandemia, pois atende tanto ao espectador que busca a experiência em sala quanto ao assinante de plataformas on-demand. Caso “Frankenstein” obtenha boa recepção, a tendência é que mais filmes de gênero adotem janelas semelhantes, influenciando programações de festivais e contratos de distribuição.
Para o público, a performance de Elordi poderá oferecer nova leitura do ícone literário, contrastando com interpretações anteriores baseadas em força bruta. A abordagem de sofrimento interno, alimentada pela transformação física real, promete reforçar a dimensão humana do monstro e ressaltar dilemas sobre identidade, um tema recorrente nas discussões atuais sobre saúde mental.
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Curiosidade
Mary Shelley concebeu “Frankenstein” aos 18 anos durante um desafio de histórias em uma noite chuvosa de 1816, em Genebra. O livro, considerado um dos precursores da ficção científica, dialogava com avanços da época em galvanismo e anatomia. Dois séculos depois, a obra segue inspirando reflexões sobre limites éticos da ciência e permanece atual em debates sobre inteligência artificial e bioengenharia, temas que também despertam o interesse de Guillermo del Toro.
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