remansonoticias 1761240431

Ion-X entrega novo motor espacial para protótipo de satélites 5G da Univity

Ciência

A startup francesa Ion-X vai fornecer uma versão aprimorada de seu propulsor eletrospray para a Univity, empresa que planeja colocar 1 500 pequenos satélites de banda larga 5G em órbita muito baixa da Terra (VLEO). O acordo, anunciado em 23 de outubro, prevê a instalação do modelo Halo-Max em pelo menos um dos dois satélites protótipos UniShape, com lançamento programado para 2027. A iniciativa abre caminho para a implantação completa da constelação até 2030.

PROMOÇÃO RELÂMPAGO - Telescópio para adultos e crianças, refrator com abertura de 70 mm

PROMOÇÃO RELÂMPAGO - Telescópio para adultos e crianças, refrator com abertura de 70 mm

R$409,99 R$959,00 -57%
Ver na Amazon
TELESCOPIO EQUATORIAL REFRATOR COM TRIPE E ACESSORIOS

TELESCOPIO EQUATORIAL REFRATOR COM TRIPE E ACESSORIOS

R$1999,00 R$2999,00 -33%
Ver na Amazon
OFERTÃO - Telescópio Astronômico Luneta F36050

OFERTÃO - Telescópio Astronômico Luneta F36050

R$156,72 R$249,90 -37%
Ver na Amazon
SUPER PROMOÇÃO - Binóculos Profissional de Visão Astronômica de Longo Alcance

SUPER PROMOÇÃO - Binóculos Profissional de Visão Astronômica de Longo Alcance

R$140,47 R$259,90 -46%
Ver na Amazon

Propulsor Halo-Max multiplica impulso disponível

De acordo com o presidente-executivo da Ion-X, Thomas Hiriart, o Halo-Max foi desenvolvido para oferecer cerca de cinco vezes o impulso total do Halo-100X, versão que concluiu seu primeiro teste em órbita em janeiro deste ano. O Halo-100X atinge alguns milhares de newton-segundos de impulso, número que agora tende a ser multiplicado para atender às necessidades do UniShape.

A empresa fundada em 2021 já havia divulgado planos para produzir dez propulsores por mês até 2026, chegando a 200 unidades anuais em 2028. Hiriart informou que, por ora, o contrato com a Univity cobre apenas a missão UniShape, mas a linha de produção poderá ser acelerada caso a operadora apresente pedidos adicionais nas próximas fases do projeto.

Univity aposta em VLEO para reduzir latência do 5G

Antiga Constellation Technologies & Operations, a Univity prepara uma rede global de satélites que operará em frequência celular de parceiros terrestres. A companhia argumenta que a órbita situada a algumas centenas de quilômetros da superfície permite menor latência dos sinais e maior capacidade de reutilização de frequência, pontos destacados por especialistas do setor espacial.

Como parte desse caminho, a empresa colocou seu primeiro payload em órbita baixa no início do ano para testar a conectividade entre terminais próprios e redes móveis existentes. Segundo o diretor-executivo Charles Delfieux, todos os objetivos técnicos foram alcançados, e um relatório completo com os resultados deve ser divulgado no próximo mês.

Em paralelo, a Univity firmou parceria com a maior rede francesa de data centers neutros, medida que deve facilitar a integração da oferta 5G via satélite com as operadoras de telecomunicações em solo. A sinergia entre infraestrutura terrestre e espacial tende a melhorar a experiência de usuários em áreas remotas ou com cobertura limitada.

Calendário de lançamentos e próximos contratos

O cronograma divulgado pelas empresas estabelece que os dois satélites UniShape, cada um com 350 quilogramas, sejam lançados em 2027. Caso os testes validem a arquitetura, a constelação completa deve ultrapassar 1 500 unidades operacionais até o fim da década. A Ion-X pretende usar a missão inicial para demonstrar a robustez do Halo-Max, abrindo oportunidade para contratos mais amplos.

Além da parceria com a Univity, a startup francesa fornecerá o Halo-100X para a missão estoniana OPS-SAT ORIOLE, prevista para outubro de 2026. Será a primeira vez que o motor participará de um satélite com aplicação prática de observação da Terra, além de testes puros de propulsão.

Impacto no mercado de satélites e telecomunicações

Relatórios indicam que o segmento de órbita muito baixa tende a ganhar relevância nos próximos anos graças ao potencial de reduzir custos de lançamento, facilitar a dessimetria de sinal e diminuir o volume de detritos espaciais, já que a proximidade com a atmosfera acelera a reentrada de satélites desativados. Segundo consultorias, a demanda por conectividade de baixa latência também deve impulsionar investimentos de operadoras e governos em soluções híbridas, que combinam redes terrestres, drones e satélites.

Para a indústria de propulsão, o contrato fechado entre Ion-X e Univity reforça a tendência de adoção de motores eletrospray, tecnologia que utiliza fluxos de íons líquidos para gerar empuxo eficiente em pequenas plataformas. Empresas norte-americanas, europeias e asiáticas já anunciam projetos semelhantes, o que intensifica a competição e estimula novas rodadas de financiamento.

Na prática, o acordo poderá impactar diretamente usuários finais que residem em áreas onde o 5G ainda não chegou. Caso a constelação cumpra a promessa de entregar baixa latência em comparação aos satélites geoestacionários tradicionais, aplicações como videoconferência, jogos online e Internet das Coisas poderão ser viabilizadas sem necessidade de infraestrutura terrestre complexa.

Curiosidade

O termo “eletrospray” passou a ser mais conhecido na indústria espacial a partir da década de 2010, embora a técnica tenha sido descrita em estudos de espectrometria de massa nos anos 1980. A adaptação para satélites miniaturizados aproveita o mesmo princípio de emissão de íons em microescala, ampliando a eficiência de propulsão em ambientes de vácuo.

Para mais informações e atualizações sobre tecnologia e ciência, consulte também:

Se você deseja acompanhar outras inovações no campo espacial e de telecomunicações, confira também o conteúdo disponível em nossa seção de Tecnologia. Continue navegando e mantenha-se informado sobre os avanços que podem transformar a conectividade e o cotidiano.

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no RN Tecnologia, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!