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Estudo britânico contesta necessidade de gravidade quântica para gerar emaranhamento

Tecnologia

Um trabalho assinado pelos físicos Joseph Aziz e Richard Howl, ambos da Royal Holloway, Universidade de Londres, indica que a gravidade pode contribuir para o emaranhamento quântico de partículas mesmo sem recorrer ao conceito de “gravidade quântica”. A conclusão, publicada em 22 de outubro na revista Nature, reacende o debate sobre como unificar a mecânica quântica e a relatividade geral, desafio que persiste há mais de um século.

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O que diz a nova proposta

Desde a década de 1950, quando Richard Feynman sugeriu colocar um objeto em superposição – situação em que ele ocupa simultaneamente dois lugares – o consenso era que a interação gravitacional entre esse objeto e outro corpo só ocorreria se o próprio campo gravitacional também estivesse em superposição. Isso implicaria a existência de “gravitões”, partículas responsáveis por quantizar a gravidade, de modo semelhante aos fótons no eletromagnetismo.

Aziz e Howl contestam essa premissa. Segundo os pesquisadores, a gravidade pode continuar sendo descrita de forma clássica – isto é, como curvatura do espaço-tempo – e ainda assim gerar correlações quânticas. Nesse cenário, o emaranhamento não seria mediado por gravitões, mas por “processos de matéria virtual”: flutuações quânticas de átomos que interagem com o campo gravitacional clássico.

De acordo com cálculos apresentados no artigo, esse “quase-emaranhamento” manteria a característica de ligar as propriedades de duas partículas, porém com intensidade menor do que a prevista em modelos de gravidade quantizada. Essa diferença de magnitude, defendem os autores, abre caminho para distinguir experimentalmente as duas hipóteses.

Implicações e próximos passos

A busca por uma teoria de gravidade quântica é considerada o “próximo grande passo” da física, pois pretende conciliar fenômenos de escala cósmica, explicados pela relatividade geral de Albert Einstein, com processos subatômicos regidos pela mecânica quântica. Até hoje, os dois arcabouços se mantêm incompatíveis em situações extremas, como o interior de buracos negros.

Ao mostrar que o emaranhamento pode surgir sem gravitons, o estudo de Aziz e Howl indica que a gravidade clássica talvez seja suficiente para reproduzir certos efeitos antes atribuídos exclusivamente à versão quântica. “Se observarmos correlações fortes, saberemos que se trata de gravidade quantizada; se forem fracas, pode ser apenas gravidade clássica agindo sobre campos quânticos”, resumiu Howl ao comentar o trabalho.

A teoria permanece, por ora, no domínio matemático. Pesquisadores no Reino Unido, Áustria e outros países avaliam a viabilidade de reproduzir o experimento idealizado por Feynman em laboratório. O principal obstáculo é eliminar fatores de decoerência – ruídos que levam a superposição a colapsar antes da medição. Especialistas estimam que a prova de conceito pode levar décadas.

A proposta também dialoga com modelos alternativos, como o desenvolvido em 2023 por Jonathan Oppenheim (University College London), que combina relatividade clássica e teoria quântica de campos. A diversidade de abordagens, segundo analistas, reforça a necessidade de testes empíricos rigorosos antes de se estabelecer um consenso.

Possíveis impactos para a física e a tecnologia

Caso se confirme que a gravidade clássica é capaz de promover emaranhamento quântico, haverá repercussões diretas na forma como os físicos buscam unificar as leis da natureza. Linhas de pesquisa destinadas a detectar gravitons – partículas até hoje não observadas – podem ser redirecionadas, e novos equipamentos de medição precisariam focar na intensidade das correlações entre partículas.

Estudo britânico contesta necessidade de gravidade quântica para gerar emaranhamento - Imagem do artigo original

Imagem: Keith Cooper published

Para aplicações tecnológicas, o resultado afeta o desenvolvimento de sensores quânticos baseados em interferência gravitacional. Se a interação clássica for suficiente para gerar emaranhamento, dispositivos futuros poderão explorar essa via sem depender de fenômenos ainda não demonstrados, potencialmente reduzindo custos e complexidade.

Segundo especialistas consultados por veículos internacionais, uma confirmação experimental do modelo de Aziz e Howl também ajudaria a refinar estratégias de comunicação quântica de longa distância, que se apoia no transporte de estados emaranhados. Conhecer o papel exato da gravidade na preservação ou degradação desses estados é crucial para redes quânticas globais.

Para o leitor, a principal mudança será acompanhar uma possível reorientação dos estudos de física fundamental. Em vez de buscar apenas sinais de gravitons, laboratórios podem passar a medir a “força” do emaranhamento em configurações controladas, oferecendo um novo indicador para futuras teorias.

Curiosidade

Nem todos sabem que Einstein chamava o emaranhamento de “ação fantasmagórica à distância”. Curiosamente, o novo estudo usa justamente essa “fantasmagoria” para mostrar que a gravidade pode ser clássica e, ainda assim, influenciar fenômenos quânticos. Isso reforça a ideia de que o universo pode guardar mais pontes entre escalas macroscópicas e microscópicas do que se imaginava.

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