A chuva de meteoros Oriônidas atingiu o pico de atividade entre as madrugadas de 21 e 23 de outubro e ofereceu um espetáculo raro no céu brasileiro. O destaque deste ano foi a bola de fogo registrada no Rio Grande do Sul, que cruzou a atmosfera a uma velocidade estimada de 67 km/s e alcançou magnitude –4,2, brilho superior ao de qualquer estrela visível a olho nu.

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Fenômeno anual ligado ao cometa Halley
Segundo dados compilados por observatórios astronômicos, a chuva de meteoros Oriônidas ocorre sempre na mesma época, quando a Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo cometa Halley. A cada 76 anos, o objeto passa pelo Sistema Solar interno e libera pequenos fragmentos de poeira que, ao entrarem na atmosfera terrestre, produzem rastros luminosos.
Mesmo com o radiante localizado na constelação de Órion — no hemisfério norte celeste —, a atividade costuma ser facilmente observada no Brasil. Durante o auge, astrônomos reportaram entre 10 e 20 meteoros por hora, número considerado médio em comparação a outras chuvas anuais.
Os fragmentos, embora diminutos, penetram a atmosfera em altíssimas velocidades. De acordo com especialistas em dinâmica orbital, os cerca de 67 km/s correspondem a aproximadamente 241 mil km/h. Esse ritmo extremo vaporiza o material e gera o brilho intenso normalmente visto por poucos segundos.
Bola de fogo sobre o Rio Grande do Sul
O registro de maior repercussão foi feito pelo Observatório Espacial Heller & Jung, localizado em Taquara, a 80 km de Porto Alegre. Às 0h24 (horário de Brasília), câmeras de monitoramento captaram um meteoro que se acendeu a 100 km de altitude e se desintegrou a 52 km, já na porção oeste do estado.
Responsável pelo observatório e diretor regional da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), o professor Carlos Fernando Jung confirmou que a duração do evento foi de apenas 0,57 segundo. Apesar do intervalo mínimo, a intensidade da luz chamou atenção: magnitude aparente –4,2, superando o brilho de Vênus no céu noturno.
Relatórios da BRAMON indicam que esta foi a segunda manifestação de alta magnitude registrada durante as Oriônidas de 2025. A primeira havia ocorrido na madrugada de 22 de outubro, também documentada por câmeras automáticas.
Imagens ao redor do mundo reforçam o impacto visual
Fotografias divulgadas por astrônomos amadores e estações de monitoramento em países como Estados Unidos, Reino Unido e China mostram o alcance global do fenômeno. Nas redes sociais, usuários compartilharam longas exposições que captam múltiplos rastros luminosos cruzando a Via Láctea, além de vídeos em time-lapse onde o movimento dos meteoros se destaca sobre paisagens rurais.
Embora as capturas internacionais chamem atenção, a bola de fogo gaúcha concentrou a curiosidade nacional. Segundo pesquisadores, meteoros tão brilhantes podem ser observados a olho nu a distâncias de dezenas de quilômetros, razão pela qual moradores de diferentes cidades relataram flashes inesperados no horizonte.
Como observar com segurança
A observação de chuvas de meteoros dispensa equipamentos sofisticados. Especialistas recomendam ambientes escuros, longe da poluição luminosa das grandes cidades, e horizonte amplo. Binóculos ou telescópios não são necessários e, em alguns casos, limitam o campo de visão. O ideal é deitar-se ou utilizar cadeiras reclináveis para cobrir a maior parcela possível do céu.

Imagem: Observatório Espacial Heller Jung
Para registros fotográficos, câmeras com controle manual de exposição e tripés firmes aumentam as chances de capturar rastros. Configurações comuns incluem ISO elevado, aberturas amplas (f/2.8 ou inferiores) e tempos de exposição de 15 a 30 segundos. Softwares de empilhamento ajudam a combinar múltiplas imagens e destacar os meteoros em relação ao fundo estelar.
Impacto para entusiastas e comunidade científica
A bola de fogo de magnitude –4,2 reforça a importância de redes de monitoramento voluntário como a BRAMON. Cada detecção gera dados sobre composição, trajetória e ponto de origem dos fragmentos, informações valiosas para compreender a evolução do cometa Halley e de outros corpos menores do Sistema Solar. Para o público, eventos assim despertam interesse pela astronomia e estimulam práticas de ciência cidadã.
No dia a dia, a popularidade de fenômenos celestes costuma impulsionar visitas a planetários e observatórios, além de promover turismo científico em regiões com baixa poluição luminosa. Em termos de mercado, fabricantes de câmeras e acessórios de astrofotografia registram aumento de demanda próximo às datas de chuvas conhecidas, de acordo com relatórios setoriais.
Quem acompanha o calendário astronômico já pode se preparar para as Geminídeas, previstas para dezembro, consideradas uma das chuvas mais ricas do ano. A expectativa, segundo observatórios internacionais, é de até 120 meteoros por hora sob condições ideais.
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Curiosidade
O cometa Halley foi o primeiro a ser reconhecido como periódico, graças aos cálculos de Edmund Halley em 1705. Curiosamente, os mesmos detritos que originam as Oriônidas também geram, em maio, a chuva de meteoros Eta Aquáridas. Ou seja, um único cometa brinda a Terra com dois espetáculos anuais separados por cerca de seis meses, lembrando a órbita e a longa jornada do corpo celeste em torno do Sol.
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