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Sateliot amplia fábrica em Barcelona e prepara satélites 5G para conectar smartphones

Ciência

A Sateliot, empresa espanhola especializada em conectividade via satélite, inaugurou um centro de desenvolvimento em Barcelona para produzir uma nova geração de satélites capazes de oferecer ligações diretas a dispositivos móveis. A iniciativa marca o início da fase industrial da companhia e reforça a meta de construir uma constelação global destinada a serviços de Internet das Coisas (IoT) e comunicação em tempo real até 2030.

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Nova infraestrutura e cronograma de lançamentos

O European 5G Satellite Development Center foi instalado na sede da Sateliot, contando com uma sala limpa de 100 metros quadrados para a montagem dos primeiros modelos da série Tritó. De acordo com a empresa, os satélites terão massa de 150 quilos e começarão a ser lançados em 2027. O objetivo inicial é demonstrar, por alguns minutos em áreas específicas, a transmissão de voz, vídeo e dados diretamente para smartphones convencionais.

Antes disso, a Sateliot planeja pôr em órbita cinco satélites de 15 quilos em 2026, ampliando o serviço de conectividade narrowband voltado a sensores e máquinas IoT. Esses equipamentos utilizam o padrão global 5G definido pelo 3GPP, e a companhia já validou uma ligação narrowband Release 17 entre um de seus quatro satélites operacionais em órbita baixa e um dispositivo comercial.

Segundo porta-voz da empresa, a constelação completa poderá chegar a 500 satélites, conforme documentação submetida a órgãos reguladores internacionais. A fase de cobertura em tempo real está projetada para 2030, quando a rede deve suportar aplicações de baixa latência tanto civis quanto de defesa.

Metas financeiras e apoio governamental

A Sateliot informou que pretende atingir um faturamento anual de 1 bilhão de euros até 2030. Embora a operação comercial esteja programada para começar no próximo ano, a expansão dependerá de novas rodadas de investimento. A companhia afirma já ter contratos recorrentes no valor de 250 milhões de euros com mais de 450 clientes em 50 países.

O governo da Espanha figura entre os investidores, e executivos da empresa apontam a iniciativa como um passo para consolidar a soberania europeia em conectividade 5G a partir do espaço. Especialistas do setor consideram que a produção local de satélites pode reduzir dependências externas e impulsionar a cadeia de suprimentos tecnológica no continente.

Concorrência no segmento de comunicação direta ao dispositivo

O movimento da Sateliot ocorre em meio à intensificação da disputa por serviços de banda larga via satélite destinados a smartphones. Na semana passada, a norte-americana AST SpaceMobile registrou planos para criar uma rede europeia em parceria com a operadora Vodafone, com foco em conexões 5G de maior largura de banda.

Analistas apontam diferenças estratégicas entre as duas empresas: enquanto a AST SpaceMobile busca entregar broadband 5G de alta velocidade, a Sateliot iniciou suas operações com a IoT narrowband e planeja escalar gradualmente para serviços de dados, voz e vídeo. De acordo com relatórios de mercado, a coexistência de várias constelações pode beneficiar usuários finais e provedores de telecom, oferecendo redundância e maior cobertura global.

O que muda para quem usa a rede móvel

Para o consumidor, a perspectiva de uma conexão direta entre satélites e smartphones significa cobertura em áreas remotas sem necessidade de antenas terrestres adicionais. Segundo engenheiros consultados, isso pode ampliar a disponibilidade de serviços de emergência, operações logísticas e projetos agrícolas baseados em IoT. Além disso, a disseminação de serviços 5G via satélite tende a acelerar a troca de dados em regiões onde a infraestrutura tradicional é limitada ou economicamente inviável.

Curiosidade

Embora a telefonia por satélite exista desde a década de 1990, somente em 2022 o 3GPP finalizou a padronização que permite a interoperabilidade entre redes móveis terrestres e satélites na mesma frequência do 5G. Esse avanço abriu caminho para projetos como o da Sateliot, que agora aproveita os protocolos globais para oferecer o serviço sem necessidade de hardware especial nos dispositivos — bastando uma atualização de software nas operadoras.

Essa expansão da conectividade espacial demonstra como a convergência entre satélites e redes móveis terrestre está prestes a transformar a experiência de cobertura global. Acompanhar esses lançamentos ajuda usuários e empresas a prever oportunidades de negócios, otimizar operações e garantir comunicação mesmo em locais sem torre celular.

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