Stephen King recomenda “Bone Tomahawk”, faroeste brutal com Kurt Russell

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O escritor Stephen King, conhecido mundialmente pelo domínio do terror literário, surpreendeu os seguidores ao indicar o filme “Bone Tomahawk”, faroeste de 2015 protagonizado por Kurt Russell. A recomendação foi publicada em sua conta no X (antigo Twitter) e rapidamente reacendeu o interesse pela produção, tida como uma das mais violentas do gênero na última década.

Recomendação inesperada movimenta fãs do terror e do faroeste

Na postagem, King afirmou que esperava “apenas um passatempo numa manhã chuvosa de quarta-feira”, mas encontrou “um épico de baixo orçamento” marcado por diálogos de alta qualidade. O autor ainda alertou: “Cuidado com o último ato, quando um homem é literalmente rasgado ao meio”. A observação confirma a fama de “Bone Tomahawk” como um híbrido entre faroeste e horror gráfico.

O tweet rapidamente ganhou repercussão entre leitores de King, cinéfilos e veículos especializados. Muitos usuários destacaram que a opinião do escritor pode impulsionar a visibilidade de obras pouco conhecidas, especialmente aquelas que flertam com o seu universo de violência e tensão psicológica.

Enredo mistura resgate, tensão crescente e horror explícito

Dirigido por S. Craig Zahler, “Bone Tomahawk” acompanha Arthur O’Dwyer (Patrick Wilson), fazendeiro que parte em busca da esposa Samantha (Lili Simmons) sequestrada por um grupo de trogloditas canibais. Para a missão, ele recebe o apoio do xerife Franklin Hunt, papel assumido por Kurt Russell, além do impetuoso pistoleiro John Brooder (Matthew Fox) e do experiente vice-xerife, conhecido como Deputado Chicory (Richard Jenkins).

O roteiro inicia em atmosfera típica de filmes do Velho Oeste: cidade pequena, diálogo contido e preparação para a jornada. Com o avanço da trama, a narrativa abandona o clima de aventura clássica e mergulha em violência extrema, culminando em cenas de canibalismo e mutilação que chocam até mesmo espectadores acostumados ao gênero.

Diálogos elogiados e atuação de Kurt Russell se destacam

Além da brutalidade gráfica, a obra chama atenção pela linguagem de época fiel ao final do século XIX. Kurt Russell, que já viveu o lendário Wyatt Earp em “Tombstone”, entrega performance contida, porém carismática, carregando parte da tensão dramática. O elenco de apoio reforça o clima opressivo, sobretudo Richard Jenkins, cuja atuação rendeu indicação a prêmios independentes.

Críticos apontam que o contraste entre frases elaboradas, humor seco e explosões de violência oferece um frescor incomum ao faroeste moderno. Esse equilíbrio parece ter sido determinante para conquistar a atenção de Stephen King, autor habituado a construir suspense gradual antes de liberar o horror.

Stephen King recomenda “Bone Tomahawk”, faroeste brutal com Kurt Russell - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Filme integra nova safra de faroestes brutais

“Bone Tomahawk” integra um grupo de produções que revitalizaram o gênero, ao lado de títulos como “The Proposition” (2005) e “The Nightingale” (2018), ambos australianos e igualmente conhecidos pelo tratamento sombrio. Esses filmes mostram que o faroeste pode dialogar com o terror sem perder elementos clássicos, como honra, vingança e paisagens áridas.

Lançado de forma limitada nos Estados Unidos e disponível em plataformas digitais no Brasil, “Bone Tomahawk” manteve status de culto devido à distribuição modesta e à censura restrita. A sinalização de Stephen King, portanto, funciona como convite para um público mais amplo revisitar a obra.

Para quem acompanha as novidades do cinema de gênero, vale conferir outras matérias em nossa seção de Entretenimento, onde reunimos análises e lançamentos recentes.

Em resumo, a indicação de Stephen King reforça o potencial de “Bone Tomahawk” como referência de faroeste contemporâneo que não teme chocar. Se você busca um filme que mistura atmosfera clássica, diálogos afiados e violência explícita, a produção de S. Craig Zahler merece entrar na lista.

Curiosidade

Durante as filmagens, a equipe utilizou um orçamento estimado em US$ 1,8 milhão, valor considerado baixo para produções de época. Mesmo assim, o diretor optou por efeitos práticos em vez de CGI, intensificando o realismo das cenas de mutilação. A decisão incrementou a sensação de desconforto que levou Stephen King a destacar o longa como “um épico de baixo orçamento”.

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