Consumidores norte-americanos ainda têm a chance de assegurar o crédito fiscal federal de US$ 7.500 para veículos elétricos, mesmo que o automóvel seja entregue depois do prazo final de 30 de setembro. A possibilidade surgiu após novas orientações do Serviço de Receita Interna (IRS), publicadas em 21 de agosto, que flexibilizam o conceito de “aquisição” do veículo.
Regras atualizadas beneficiam quem fechar negócio antes do prazo
A legislação conhecida como “Big Beautiful Bill”, sancionada em julho, previa o encerramento do incentivo fiscal no fim de setembro. Até então, o comprador precisava receber o carro e concluir todo o processo de registro antes da data-limite. Com o novo entendimento do IRS, basta assinar um contrato vinculativo e efetuar algum pagamento — que pode ser um sinal mínimo ou a oferta de outro veículo na troca — até 30 de setembro. Dessa forma, o automóvel poderá ser entregue posteriormente sem que o cliente perca o direito ao benefício.
Segundo o órgão, “um veículo é considerado ‘adquirido’ na data em que um contrato escrito vinculativo é firmado e um pagamento é efetuado”. A regra amplia a margem de manobra de consumidores e concessionárias, que vinham enfrentando prazos apertados de entrega diante da alta demanda por modelos elétricos.
Critérios de elegibilidade continuam os mesmos
Apesar da mudança no cronograma, persiste a necessidade de verificar se tanto o comprador quanto o veículo atendem às exigências legais. Podem solicitar o crédito fiscal:
- Pessoas físicas com renda anual abaixo de US$ 150.000;
- Chefes de família que ganham menos de US$ 225.000;
- Casais com declaração conjunta inferior a US$ 300.000.
Além disso, o automóvel precisa constar na lista de modelos elegíveis disponibilizada pela Agência de Proteção Ambiental (EPA). Características como capacidade da bateria, local de montagem e preço de venda influenciam a habilitação. Interessados devem consultar a relação oficial antes de fechar o negócio.
Como garantir o crédito sem correr riscos
Para assegurar o incentivo, especialistas recomendam seguir alguns passos:
- Confirmar a elegibilidade do veículo por meio do site da EPA.
- Verificar a renda declarada no último ano fiscal para confirmar o enquadramento nos limites estabelecidos.
- Solicitar ao concessionário um contrato vinculativo que detalhe o valor do carro, a data de assinatura e o pagamento efetuado.
- Guardar todos os comprovantes para apresentar na declaração do imposto de renda de 2024, quando o crédito será requerido.
A formalização do contrato deve conter cláusulas que impeçam o comprador de desistir sem penalidade substancial, requisito necessário para que o documento seja considerado “vinculativo” pelo IRS. Um sinal simbólico já é suficiente, desde que seja pago até o dia 30.

Imagem: Internet
Impacto para consumidores e mercado
A alteração traz alívio para quem planejava adquirir um carro elétrico, mas temia atrasos de entrega. Concessionárias também ganham tempo para organizar logística e estoque, reduzindo cancelamentos de pedidos. Para o governo, a medida preserva o encerramento formal do programa dentro do calendário previsto, mas concede uma extensão prática de algumas semanas ou meses, a depender do tempo de entrega dos veículos.
Analistas avaliam que a mudança pode estimular um pico de contratos nas próximas semanas, pressionando montadoras a acelerar a produção. No entanto, não há sinal de nova prorrogação: o benefício só valerá para contratos firmados até a data-limite.
Para acompanhar outras atualizações sobre veículos elétricos, legislação ou avanços em mobilidade, visite a seção de Tecnologia e fique por dentro das novidades.
Em resumo, quem pretende comprar um carro elétrico nos Estados Unidos ainda pode economizar até US$ 7.500. O segredo é fechar um contrato válido e efetuar um pagamento antes de 30 de setembro. Não deixe o prazo passar: verifique os modelos elegíveis, reúna a documentação necessária e garanta seu benefício enquanto há tempo.
Curiosidade
Embora o incentivo fiscal norte-americano esteja prestes a terminar, outros países mantêm programas semelhantes para estimular a adoção de veículos elétricos. Na Noruega, por exemplo, isenções de impostos fizeram o mercado local atingir mais de 80 % de participação de carros elétricos novos em 2022. Essas estratégias mostram como políticas públicas podem acelerar a transição para uma frota mais limpa.