Gato Tonic liga novo filme de Aronofsky a clássico de Stephen King

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O ator felino Tonic, que interpreta Bud em “Caught Stealing”, volta a chamar atenção do público ao relembrar seu trabalho como um dos gatos que deram vida a Church na adaptação de “Pet Sematary”, lançada em 2019.

Quem é Tonic e por que ele se destaca em Hollywood

Tonic integra um seleto grupo de animais treinados para cinema e acumula créditos que poucos pets conquistam. No longa “Caught Stealing”, dirigido por Darren Aronofsky, o gato divide cena com Austin Butler, Matt Smith e um elenco humano envolvido em uma trama policial ambientada em Nova York. A produção estreia nos cinemas em 29 de agosto de 2025.

Apesar de Bud ser representado por vários gatos durante as filmagens, Tonic aparece em boa parte das sequências e ganhou notoriedade nas redes sociais. O perfil do felino soma mais de 14 mil seguidores no Instagram, onde são publicados bastidores, participações em tapetes vermelhos e registros de campanhas promocionais.

A carreira de Tonic inclui ainda a comédia de terror “Thanksgiving”, dirigida por Eli Roth, e, sobretudo, “Pet Sematary” (2019), segunda adaptação para o cinema do romance de Stephen King. No filme de Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, Church simboliza o terror que surge após uma família recorrer a um cemitério amaldiçoado capaz de trazer animais — e pessoas — de volta à vida.

Ligação entre “Caught Stealing” e “Pet Sematary”

As duas produções diferem em gênero e tom, mas compartilham o mesmo intérprete felino. Em “Pet Sematary”, Church transita de gato de estimação para criatura sinistra, funcionando como prenúncio de tragédias. Já em “Caught Stealing”, Bud atua como ponto de afeto para Hank Thompson (Austin Butler), ex-jogador de beisebol que se vê perseguido por gângsteres após aceitar cuidar do animal para o vizinho Russ (Matt Smith).

Enquanto o primeiro título aposta no horror para discutir as consequências de desafiar a morte, o segundo equilibra humor e ação em um enredo de crime e redenção. A presença de Tonic evidencia a versatilidade de animais treinados para cinema, que, assim como seus colegas humanos, podem se adaptar a atmosferas distintas.

Detalhes sobre “Caught Stealing”

A trama é inspirada no romance homônimo de Charlie Huston. No filme, Hank trabalha como bartender em um bar decadente de Manhattan. O pedido aparentemente simples de ficar com Bud por alguns dias desencadeia uma perseguição que envolve bandas punk, mafiosos e uma mala misteriosa que todos acreditam estar em posse do protagonista.

Darren Aronofsky, conhecido por títulos como “Cisne Negro” e “Mãe!”, assina a direção desta comédia policial. A combinação de ritmo acelerado, humor irônico e cenas de ação pretende oferecer ao público uma experiência diferente dos dramas psicológicos que marcaram a filmografia recente do cineasta.

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Imagem: Internet

O papel dos animais no cinema contemporâneo

Com os avanços em computação gráfica, muitos estúdios optam por gerar animais em CGI para facilitar a gravação de cenas complexas. No entanto, diretores e treinadores ressaltam que um animal real transmite sutilezas impossíveis de replicar digitalmente. A escolha de Aronofsky por trabalhar com gatos de verdade, incluindo Tonic, reforça essa percepção.

Profissionais que atuam com animais em set afirmam que cada espécime recebe treinamento específico, respeitando limites de segurança e bem-estar. A utilização de múltiplos gatos para compor um único personagem é prática comum, pois reduz o tempo de permanência de cada animal diante das câmeras e garante que determinadas habilidades — como permanecer imóvel ou correr em linha reta — sejam executadas por indivíduos distintos.

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Em resumo, Tonic reforça a importância de atores animais em produções de grande porte e prova que, mesmo com recursos digitais disponíveis, a presença de um gato de verdade pode adicionar carisma, humor ou tensão a narrativas tão distintas quanto “Pet Sematary” e “Caught Stealing”. Fique atento às estreias e acompanhe o trabalho desse felino que vem roubando cenas de atores consagrados.

Curiosidade

O treinamento de Tonic começou quando ele tinha apenas quatro meses, etapa considerada ideal para ensinar comandos básicos. Cada ordem é associada a recompensas alimentares, e sessões não ultrapassam 15 minutos para evitar estresse. Além disso, o gato conta com dublês felinos que assumem cenas específicas, como saltos mais altos ou longas passagens em trajetos movimentados.

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