Peacemaker 2 entrega vingança de Eagly e sela pedido de desculpas de James Gunn

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O segundo ano de “Peacemaker”, série derivada de “O Esquadrão Suicida”, destaca-se por uma sequência em que o mascote Eagly assume o protagonismo e inverte a imagem de violência contra aves vista em produções anteriores de James Gunn. A cena acontece no episódio intitulado “A Man Is Only as Good as His Bird”, já disponível na HBO Max.

Contexto da polêmica com aves

Desde “Slither” (2006), James Gunn explora violência gráfica em tela. Em “O Esquadrão Suicida” (2021), o diretor incluiu duas passagens marcadas por crueldade contra pássaros: Savant (Michael Rooker) mata uma ave ainda nos minutos iniciais, e, mais tarde, um aviário inteiro é incendiado em Corto Maltese. O excesso de brutalidade gerou reações negativas nas redes sociais, levando Gunn a publicar mensagens em que negava qualquer aversão a animais.

A introdução de Eagly, águia-careca digital que acompanha Christopher Smith/Peacemaker (John Cena), surgiu já na primeira temporada como contraponto às cenas de maus-tratos. O animal ganhou afeição do público após momentos de humor, lealdade e pequenas intervenções nas lutas.

O ataque a A.R.G.U.S. e a “vingança” de Eagly

No episódio recente, agentes da A.R.G.U.S. liderados por Langston Fleury (Tim Meadows) invadem a residência de Peacemaker. Durante a operação, Eagly reage de maneira feroz: arranca olhos, fere gargantas e neutraliza adversários armados. A coreografia exibe o animal como força decisiva, transformando-o de mero alívio cômico em elemento de ação impactante.

Embora digital, a águia foi renderizada em detalhes para sincronizar golpes de bico e garras com dublês e efeitos práticos. O resultado entrega a sequência mais violenta protagonizada pela ave até aqui, funcionando como resposta direta às críticas dirigidas ao diretor em 2021.

Receção e distribuição

Novos episódios de “Peacemaker” estreiam sempre às quintas-feiras na HBO Max. A plataforma mantém a classificação indicativa para maiores de 18 anos, citando violência intensa e linguagem imprópria. A presença de Eagly, porém, acrescenta elemento de empatia e humor que tem sido destacado em comentários de fãs.

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Imagem: Internet

A Warner Bros. não divulgou números de audiência, mas a inclusão de cenas com o mascote figura entre os principais assuntos nas redes sociais desde a estreia do capítulo. Críticos observam que a abordagem equilibra o tom adulto típico de Gunn com momentos de alívio que ampliam o apelo junto a diferentes faixas de público.

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Em síntese, “Peacemaker” utiliza a dinâmica entre Peacemaker e Eagly para revisitar polêmicas anteriores e oferecer ao público uma reviravolta simbólica: a ave que antes sofria nas mãos de personagens agora assume papel ativo de defesa. A sequência reforça a assinatura autoral de James Gunn no manejo de violência estilizada, mantendo o equilíbrio entre humor, ação e impacto visual. Se deseja acompanhar esse desenvolvimento, os próximos episódios prometem explorar novas nuances na relação entre herói e mascote, mantendo alto o nível de expectativa.

Curiosidade

A águia-careca que inspira Eagly é símbolo nacional dos Estados Unidos desde 1782. Mesmo emblemática, a espécie quase entrou em extinção no século XX, vítima do pesticida DDT. Após proibições e programas de conservação, a população se recuperou e hoje figura como espécie protegida. O uso do animal como companheiro de um anti-herói em “Peacemaker” alinha-se à ideia de redenção recorrente no roteiro de James Gunn.

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