Você já reparou que achar um notebook realmente barato ficou quase impossível nos últimos meses? A sensação de que “tudo subiu” não é apenas impressão: fabricantes como Microsoft, Samsung e Dell Technologies confirmaram reajustes por causa da falta mundial de chips de memória RAM. O fenômeno, apelidado de “RAMageddon”, ameaça eliminar de vez os modelos abaixo de US$ 500 (cerca de R$ 2.500) até 2028, segundo analistas da Gartner.
A escolha de um notebook de entrada, que já exigia atenção a processador, tela e bateria, agora ficou ainda mais complexa. Muitos consumidores cometem o erro de focar só em características de desempenho sem avaliar como a crise de memória interferiu no preço final. Resultado: compram máquinas que custam até 40% mais do que custariam dois anos atrás e, mesmo assim, recebem configurações básicas.
Neste artigo, você descobrirá como a escassez de RAM influencia o valor dos notebooks populares, quais marcas já reagiram, onde ainda há oportunidades – principalmente em estoques antigos – e quais cuidados tomar para não pagar além do necessário. Até o final da leitura, você terá clareza para escolher (ou adiar) sua compra sem erro, entendendo prós, contras e expectativas reais de mercado.




O que você precisa saber sobre notebooks de entrada
Características do notebook de entrada
De acordo com estimativas do setor, a memória RAM responde por cerca de 23% do custo total de um notebook básico. Como esses modelos operam em margens estreitas, qualquer salto no preço dos chips pressiona o valor final. Segundo a consultoria TrendForce, exemplares que hoje saem por US$ 900 (aproximadamente R$ 4.434) podem ficar até 40% mais caros até 2026. Fabricantes começaram, inclusive, a cortar versões simplificadas de suas linhas para priorizar máquinas de ticket médio maior.
Por que escolher o notebook de entrada?
A principal razão segue sendo o preço nominal mais baixo em comparação aos ultrabooks e máquinas premium. Em tempos de RAM inflacionada, porém, existem benefícios não óbvios: versões de anos anteriores, ainda disponíveis no varejo, podem oferecer melhor custo-benefício; além disso, modelos recondicionados ressurgem como caminhos para fugir das listas recém-reajustadas. Alguns consumidores utilizam o aparelho para tarefas de escritório, ensino a distância e navegação simples, onde o gargalo de RAM não se mostra tão agudo.
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O debate de “materiais” nos notebooks de entrada migrou diretamente para os componentes internos. Dois elementos dominam: DRAM (responsável pela memória volátil que roda o sistema) e memória flash NAND (usada em SSDs). A corrida por infraestrutura de IA levou boa parte da produção mundial de DRAM de alta performance para datacenters, enquanto a NAND também sofre redirecionamento de linhas fabris. O resultado da soma desses dois “materiais” é a pressão nos custos e a necessidade de fabricantes concentrarem recursos onde a margem é maior.
Prós e contras
| Prós | Contras |
|---|---|
| Preço nominal ainda inferior a ultrabooks e máquinas gamer | Reajustes de até 40% previstos para 2026 |
| Modelos 2022/2023 podem representar bom custo-benefício | Redução ou eliminação de versões de 4 GB ou 8 GB de RAM pelos fabricantes |
| Boa escolha para tarefas leves: navegação web, planilhas e aulas on-line | Possível descontinuação total da faixa abaixo de US$ 500 até 2028 |
| Opções recondicionadas ou refurbished estão mais presentes no varejo | Menor margem para upgrades futuros, já que a RAM encareceu |
Para quem é recomendado este produto
O notebook de entrada continua indicado para estudantes, profissionais liberais que dependem de suites de produtividade e consumidores cujo orçamento segue limitado frente à disparada de preços. Também atende usuários que preferem um segundo equipamento para mobilidade ou atividades híbridas. No cenário atual, a recomendação é avaliar estoques anteriores e, se possível, optar por máquinas recondicionadas certificadas, estratégia que preserva o bolso sem abrir mão da garantia.
Comparativo de preços antes e depois da crise de RAM
| Período | Faixa de preço médio (US$) | Diferença percentual |
|---|---|---|
| 2022 (pré-ajuste) | 500 – 650 | — |
| 2024 (início do RAMageddon) | 650 – 900 | ↑ até 38% |
| Projeção 2026 (TrendForce) | 900 – 1.260 | ↑ até 40% adicionais |
Notebook de entrada: como funciona no dia a dia
Tipos de notebooks de entrada e suas funcionalidades
Mesmo na categoria básica, existe variação. Ultrafinos simplificados priorizam portabilidade e autonomia, enquanto modelos “tradicionais” de 15,6″ trazem teclado numérico e mais portas USB. Há ainda versões educacionais, voltadas a programas governamentais, que prezam por resistência extra. Todos, contudo, compartilham a lógica de especificações mínimas capazes de rodar Windows 11 ou ChromeOS com 8 GB de RAM, alvo direto da pressão de custo.
Compatibilidade com diferentes fontes de energia
A demanda por memória encarecida não altera a compatibilidade de alimentação elétrica, mas repercute na capacidade de fabricantes investirem em baterias maiores. Quando a margem aperta, recursos como carregamento rápido via USB-C podem ser preteridos em prol de configurações internas mínimas. Quem depende de mobilidade deve conferir se a nova geração manteve a autonomia informada nas fichas técnicas.
Manutenção e cuidados essenciais
Com o preço da RAM em alta, a manutenção ganha nova urgência. Três cuidados fazem diferença: 1) evitar sobrecarga de processos, mantendo o sistema operacional atualizado; 2) usar softwares de diagnóstico para mapear consumo de memória; 3) conferir, antes da compra, se o slot é soldado ou permite upgrade. Alguns fabricantes, na tentativa de enxugar custos, soldam os chips, impossibilitando expansões futuras.
Exemplos práticos de uso
Cenários de trabalho que se beneficiam com notebooks de entrada
Atividades como edição básica de documentos, aulas remotas via videoconferência e navegação em múltiplas abas continuam atendidas. Programas leves de contabilidade ou CRM em nuvem, usualmente rodados em navegador, também funcionam bem nessas máquinas.
Casos de sucesso: ambientes corporativos equipados com modelos básicos
Empresas que adotaram fleet management com notebooks de entrada relatam economia inicial e manutenção simplificada. Startups em fase de bootstrap, por exemplo, implementam dispositivos homogêneos para reduzir variação de suporte, o que compensa parte do preço elevado.
Depoimentos de usuários satisfeitos
“Comprei meu modelo 2023 antes do último reajuste e ainda consigo rodar todas as ferramentas do escritório”, relata Marcos S., analista de RH. Já para Ana P., estudante de design, “o aparelho atende às aulas on-line e apresentações, mesmo com 8 GB de RAM”. Por fim, Lucas G., microempresário, diz que “vale a pena ficar de olho em promoções de estoque antigo; paguei 25% menos que o valor atual”.
FAQ
1. A escassez de memória RAM realmente justifica o aumento de preço?
Sim. Segundo dados do fabricante SK Hynix, a maior parte da produção foi redirecionada a servidores de IA, reduzindo a oferta para notebooks. TrendForce projeta alta de até 40% até 2026.
2. Vale esperar por uma queda de preços?
Analistas indicam que a capacidade extra das fábricas só chegará a partir de 2027. Até lá, a tendência é de manutenção ou novos aumentos, tornando difícil prever recuo significativo.
3. Notebooks recondicionados são uma boa alternativa?
Sim, especialmente modelos 2022/2023 com garantia de revenda autorizada. Eles evitam o sobrepreço da RAM atual, mantendo performance similar para tarefas básicas.

Imagem: TierneyMJ
4. Modelos com memória soldada são problemáticos?
Eles limitam upgrades futuros. Como a RAM está cara, comprar um equipamento já no limite de capacidade pode custar menos do que futuras trocas.
5. A faixa abaixo de US$ 500 vai mesmo desaparecer?
Ranjit Atwal, da Gartner, afirma que a categoria se tornará inviável até 2028 se as margens continuarem apertadas. Isso não significa que preços em reais ficarão impossíveis, mas sim que a configuração mínima terá custo mais alto.
6. Quais fabricantes foram mais impactados?
Samsung, Microsoft, Lenovo, Dell Technologies e Framework Computer já reajustaram seus portfólios, retirando versões de entrada ou elevando preços base, conforme registros de mercado.
Melhores práticas de uso
Como organizar seu notebook na rotina de estudos
Mantenha aplicativos essenciais fixos na barra de tarefas e desative inicializações automáticas. Assim, economiza-se RAM desde o boot, garantindo fluidez em reuniões on-line ou aulas EAD.
Dicas para prolongar a vida útil
Atualize o sistema operativo regularmente, evite softwares piratas que consomem memória em segundo plano e limpe fisicamente o aparelho a cada seis meses, prevenindo superaquecimento que pode danificar chips.
Erros comuns a evitar
Instalar múltiplos antivírus, ignorar atualizações de firmware e usar carregadores não oficiais são hábitos que comprometem performance e podem reduzir a durabilidade de componentes já caros, como a RAM.
Curiosidade
Embora o termo “RAMageddon” pareça exagero, consultorias indicam que apenas 60% da demanda global de DRAM deve ser suprida nos próximos anos. Isso explica por que celulares topo de linha também subiram: smartphones básicos têm cerca de 30% do custo ligado à memória, segundo levantamentos de mercado.
Dica Bônus
Monitore sites de varejo que ainda exibem modelos 2023 com cupons de última hora. A combinação de estoque antigo com cupom pode reduzir o preço final em até 15%, uma economia decisiva diante da escalada de custos da RAM.
Conclusão
A pressão da inteligência artificial sobre a cadeia de memória RAM transformou o notebook de entrada em um equipamento mais caro e, possivelmente, mais raro nos próximos anos. Avaliações indicam aumentos graduais até 2028, enquanto fabricantes já cortam versões básicas. Quem precisa comprar agora deve mirar estoques anteriores, modelos recondicionados ou promoções sazonais. Essa estratégia minimiza o impacto do RAMageddon e garante acesso a um computador funcional para tarefas cotidianas. Não deixe de acompanhar o mercado: cadastre-se em alertas de preço e avalie o momento certo para fechar a compra.
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